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Dilma pediu R$ 4 milhões para Gleisi Hoffmann, diz Marcelo Odebrecht, que confirmou que irá entregar à Lava Jato detalhes sobre repasse



Os problemas futuros da presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, parecem não ter fim. Apesar de ter progredido para o regime de prisão domiciliar, o empresário Marcelo Odebrecht continua sendo um delator da Lava Jato e tem o compromisso de entregar provas sobre uma série de relatos que lhe permitiram costurar seu acordo de delação premiada e dele se beneficiasse. O empreiteiro tem sido um delator aplicado e tem dedicado sem tempo livre em casa para reunir provas relativas aos depoimentos que prestou. Até o momento, o empresário já entregou mais de 3 mil e-mails na Lava Jato.

Em um destes depoimentos, Marcelo Odebrecht afirmou na Lava Jato que a ex-presidente Dilma Rousseff pediu propina de R$ 4 milhões para que a senadora petista Gleisi Hoffmann quitasse parte de suas dívidas de campanha de 2014

O executivo confirmou que fornecerá a Lava Jato detalhes de como repassou a quantia milionária para saldar dívidas de campanha da senadora petista em 2014. O recurso, transferido a mando da ex-presidente, não foi declarado e saiu do setor de propinas da empresa.

Marcelo Odebrecht já começou a prestar seus depoimentos à Procuradoria-Geral da República na sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba. Em seu último depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, o empresário afirmou ao advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, que quanto mais avança em seus arquivos, 'mais ele (Lula) afunda'.  Em um de seus depoimentos, o executivo confirmou que efetuou o repasse para a então ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a mando da ex-presidente Dilma Rousseff. Lula já foi preso, mas as duas petistas estão sendo blindadas há cerca de dois anos por setores do Judiciário e MPF. Resta saber até quando. 

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