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Desistência de Joaquim Barbosa apavora pré-candidatos e deve expor fragilidade de nomes que já bateram no teto



A desistência de concorrer à Presidência da República anunciada pelo ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, está tirando o sono de vários pré-candidatos à sucessão presidencial de 2018. Sem sequer anunciar sua candidatura, Barbosa havia alcançado até 11% de intenções de votos nas pesquisas recentes, enquanto a maioria dos eventuais adversários apresentavam números estagnados nas últimas amostragens.

O zum zum zum sobre a retirada da candidatura de Barbosa pegou os concorrentes de surpresa não não apenas pela possibilidade de exposição da fragilidade de suas candidaturas, como também sobre a possibilidade de ocorrer um avanço na preferência pelo nome do ex-presidente Lula nas pesquisas. Embora ninguém admita publicamente, a liderança de um criminoso condenado é motivo de vergonha para todos os demais pré-candidatos. Ninguém se sente confortável em perder para um sujeito que está preso, após ter sido condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo analistas, esta realidade comprova a má qualidade dos atuais pré-candidatos, que nem mesmo fazendo campanhas contra a corrupção conseguem vencer o maior dos corruptos de todos os tempos. O receio agora é o de que nenhum dos pré-candidatos consiga apresentar uma melhora no desempenho já nas próximas consultas sem o nome de Barbosa. "Não adianta doirar a pílula. Se a falta de definição da disputa já está embaraçosa para os concorrentes, o desempenho pífio nas próximas pesquisas pode tornar a situação ainda mais constrangedora. Sem avanços, nenhum dos pré-candidatos consegue formar alianças importantes para a disputa, inclusive com o PTB de Barbosa".  

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