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Da Palestina direto para Curitiba. Integrantes de movimentos de sem-teto condenam gesto de covardia de Boulos



Pelo menos 34 pessoas continuam desaparecidas, após o incêndio no Edifício Wilton Paes de Almeida, de 24 andares, localizado no Largo do Paissandu, no centro da cidade. A edificação desabou após incêndio registrado nas primeiras horas da madrugada desta terça-feira, 1º.

Diante da maior tragédia envolvendo um número ainda impreciso de vítimas de sem-teto, o papel do líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) Guilherme Boulos, tem sido bastante questionado por integrantes do movimento em todo o país.

No lugar de prestar solidariedade às famílias vítimas da tragédia, o agora presidenciável que se notabilizou justamente pela defesa dos interesses dos sem-teto, negligenciou o fato chocante e ainda tentou se imiscuir de qualquer ligação com o grupo responsável pela ocupação do Edifício.

Boulos desembarcou no mesmo dia em São Paulo, proveniente de uma viagem à Palestina, e seguiu direto para Curitiba, para prestar solidariedade ao ex-presidente Lula, que se encontra preso desde o início do mês de abril na capital paranaense.

Para muitos integrantes do movimento liderado por Boulos e outros movimentos ligados à questão da luta por moradia, o gesto do líder do MTST foi um ato de covardia. Mesmo ciente da gravidade da tragédia, Boulos embarcou para Curitiba, sem sequer manifestar o desejo de passar antes pelo local do desabamento. Além de deixar de ir ao local para para prestar solidariedade aos desabrigados e parentes de vítimas, Boulos ainda afirmou  que a invasão não “pertencia” ao MTST.

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