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Após desistência de Joaquim Barbosa, General Mourão filia-se ao PRTB e pode concorrer à Presidência



A filiação do General da reserva Antonio Hamilton Mourão ao PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) coincidiu com dois fatores importantes consolidados esta semana: a desistência de Joaquim Barbosa de concorrer à Presidência pelo PTB e a pesquisa que apontou que mais de 52% da população aprova a volta de um regime militar.

Diante da estagnação das demais candidaturas, Mourão pode ser candidato da legenda ao Palácio do Planalto e disparar nas intenções de votos nas próximas pesquisas. O candidato naturar do PRTB à Presidência da República é o próprio líder do partido, Levy Fidélix. Mas logo após a filiação de Mourão, o cacique confirmou que poderá abrir mão da candidatura para dar espaço ao general.

Fidélix já havia manifestado sua preferência pelo General mesmo antes de Mourão ir para a reserva. "O Brasil só tem uma solução: general Mourão, presidente urgente!", afirmou Fidélix em uma rede social em setembro de 2017.

Mourão filiou-se no início de abril ao partido, poucos dias antes do prazo legal para a disputa da eleição deste ano, mas o fato só foi divulgado agora, justamente após a desistência de Joaquim Barbosa de concorrer ao pleito em outubro e da divulgação de pesquisas que mostram a preferência de parte significativa do eleitorado por um eventual regime militar.

Mourão havia se comprometido a apoiar o pré-candidato Jair Bolsonaro, que não evoluiu nas últimas pesquisas de preferência do eleitorado. Caso uma nova pesquisa aponte Mourão como um dos favoritos, a tendência hierárquica deve prevalecer sobre as candidaturas. Perto de Mourão, Bolsonaro é apenas um recruta para os simpatizantes da volta do regime militar. Se até junho, Mourão empatar ou superar Bolsonaro nas pesquisas, dificilmente haverá uma aliança entre os dois no primeiro turno.

Pesquisas recentes apontaram que 52% dos brasileiros são favoráveis à volta do regime militar. Há poucos dias, o general Joaquim Silva e Luna afirmou que os oficiais da reserva que lançaram pré-candidaturas foram chamados para participar desse processo. Primeiro oficial no comando do Ministério da Defesa desde a criação da pasta, há quase duas décadas, o general Silva e Luna concedeu entrevista ao jornal Valor Econômico onde falou sobre o crescente protagonismo dos militares no atual momento político do Brasil.

O general declarou:

As pessoas que lançaram candidaturas na verdade foram buscadas, procuradas, estimuladas a participar. Não é mais o momento de se omitir.

E acrescentou:

O que a gente vê hoje é que a sociedade está se ressentindo de valores. Como as Forças Armadas têm um elevado índice de credibilidade e aceitação na sociedade, as pessoas começam a identificar no militar os seus valores, seu potencial de conhecimento.

Embora Mourão tenha manifestado diversas vezes seu apoio à candidatura de Bolsonaro, será a preferência do eleitorado que irá definir a composição de uma eventual chapa. Neste caso, a hierarquia militar pode ser mantida por meio da preferência do eleitorado. O próprio Bolsonaro ficará numa situação delicada, caso Mourão o ultrapasse nas intenções de votos.

Procurados, Fidélix e o general não se manifestaram sobre a eleição, o que já é um sinal de que há mesmo conversações sobre a candidatura de Mourão. Caso o general da reserva não se pronuncie nos próximos 15 dias sobre esta possibilidade, será possível dar sua candidatura como certa nas eleições de outubro.  

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