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Wagner Moura se torna alvo da fúria da esquerda. DCM atribui covardia ao intérprete do valente Capitão Nascimento



A esquerda brasileira aponta sua artilharia para o queridinho Wagner Moura. Ao retomar os ataques contra o cineasta José Padilha, diretor da série  “O Mecanismo”, disponível na Netflix, alguns ilustres representantes do campo progressista começam a colocar Wagner Moura em uma saia justa por sua amizade com Padilha.

Inconformados com uma mera obra de ficção, onde nem o nome e o brasão da Polícia Federal aparecem, os representantes do campo progressista ainda não cogitaram a possibilidade de tentar distinguir uma obra de ficção da realidade. Curiosamente, os que manifestam tanta fúria com a série “O Mecanismo”, são os mesmos que tanto defenderam a livre manifestação artística no episódio envolvendo a interação de crianças com homens nus numa performance artística no  Museu de Arte Moderna (MAM), na Zona Sul de SP, em setembro do ano passado.

Os contraditórios patrulheiros da cultura agora atribuem "desonestidade intelectual" a José Padilha e covardia a Wagner Moura. A colaboradora do portal Diário do Centro do Mundo,  Nathalí Macedo,  Escritora, roteirista, militante feminista, mestranda em Cultura e Arte e que ainda canta blues nas horas vagas, não poupou críticas aos dois artistas. Um, por ter exercido a livre manifestação artística, e o outro, por uma suposta covardia em criticar o primeiro.

Na matéria, fica claro que Nathalí não tem nada de boba e está bem conectada com o pensamento progressista em voga em outros antros onde se abrigam os pseudo intelectuais da esquerda brasileira. A fúria do campo progressista é justamente a possibilidade da desconstrução da narrativa da esquerda brasileira de que houve um golpe no país, inclusive no exterior. Estão todos inconformados com a possibilidade de uma obra de ficção desmantelar outra obra de ficção.

É a versão da apropriação ideológica da arte e da cultura em estado puro. Ao mesmo tempo em que exalta a obra do cineasta Kleber Mendonça Filho, que dirigir “Aquarius” e aproveitou para denunciar "o golpe" em Cannes, Nathalí joga pedras em  José Padilha, pelo “O Mecanismo”, e aproveita para atingir Wagner Moura, que não tem absolutamente nada a ver com a produção da provedora global de filmes e séries de televisão via streaming, Netflix.

Segundo a colaboradora do DCM, "um streaming de alcance mundial uma série que pode – e vai – alterar a maneira como veem o cenário político brasileiro lá fora – se por aqui está difícil entender, imagine além de nossas fronteiras", queixa-se Nathalí sobre a ameaça que a série representa para a narrativa do golpe, tão diligentemente construída no exterior pela ex-presidente Dilma com o dinheiro do contribuinte.

A escritora afirma que não adianta exibir a informação de que aquilo se trata de uma obra de ficção e diz que Padilha "deve saber que o discurso imagético do cinema – e sua importância política e social – é mais (muito mais!) incisivo do que um aviso escrito na abertura".

E vende com o discurso de estar “denunciando todo um sistema, por isso se chama O Mecanismo”. Spoiler: dá pra fazer isso sem distorcer os fatos da vida real. - pelo visto, a estudante de Cultura e Arte  ainda não aprendeu a diferença entre ficção e documentário. Nathalí também parece ignorar o aspecto business do negócio da Netflix. A esquerda não sabe mesmo como ganhar dinheiro respeitando as regras de livre mercado e a preferência da maioria do público. O filme Aquairus foi um fracasso de bilheteria, apesar da farta divulgação dos militantes do campo progressista, da divulgação feita pela Rede Globo e seu Fantástico e da participação da Globo Filmes na produção do longa. É possível tentar impor ideologias nas Redes Sociais, mas impossível forjar preferências no ramo do entretenimento ou qualquer segmento de consumo. Baste ver os socialistas que não vivem sem seus iPhones, iMacs, MCdonalds e todos os demais bens de consumo que os inimigos capitalistas conceberam. 

A colunista do DCM alerta que "Ficção e realidade podem – e devem, e é inevitável – se misturar, mas, nestas circunstâncias, qualquer distorção é perigosa. Não existe licença poética pra criar vilões políticos. A deselegância e desonestidade do cineasta, entretanto, não surpreendem. Surpreende, entretanto, que parceiros de trabalho dele – como Wagner Moura, por exemplo – não tenham dito uma palavra sobre a série".

Apesar do esforço heroico de Wagner Moura em tentar promover o filme Aquarius, a do DCM não perdoa o ator por seu direito de omitir críticas ao trabalho do colega que o projetou para o mundo com o filme Tropa de Elite:

"Tirar o corpo fora não é exatamente o que se espera do ator, que sempre se colocou como progressista e defensor de pautas de esquerda.

“E só por isso ele tem a obrigação de se posicionar?”, alguém deve perguntar.

Tem. Viver é se posicionar. Especialmente quando se escolhe ser uma pessoa pública.

José Padilha, Wagner Moura e todos os outros que transitam no meio do cinema brasileiro sabem a importância política e social de uma série ou filme.

Lamentável que alguns daqueles que têm um dos discursos mais incisivos – o cinema – nas mãos, usem-no com a irresponsabilidade de quem compartilha fake news na internet, só que com um alcance infinitamente maior. Lamentável que nossos atores progressistas continuem ao lado dessa gente – porque quem cala consente", lamenta a estudante de Cultura da Arte que escreve no DCM, o mesmo que já acusou a GloboFilmes de destruir o cinema brasileiro.

O fato é que ninguém pode chamar Wagner Moura de covarde. É preciso ter muita coragem para se posicionar ideologicamente feito um idiota sobre praticamente todas as questões que envolvem a existência humana. A polaridade intelectual é uma limitação ostentada com bastante orgulho pelo ator. O problema é que o cérebro do pessoal do campo progressista pende tanto para a esquerda, que não é surpreendente que passem a se estranharem, assim como ocorre com os "destrointelctuais" que disputam espaço nas Redes Sociais. 

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