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Trump ataca Síria e mede forças com Putin. Rússia vê ato como provocação e alerta para risco de guerra



O presidente americano Donald Trump cruzou uma linha perigosa do tabuleiro internacional na noite desta sexta-feira 13, ao autorizar ataques contra alvos na Síria. Contando com o apoio da França e Reino Unido, a ação militar liderada pelos EUA contra o regime de Bashar Assad, da Síria, pode elevar a temperatura das relações com a Rússia de Vladimir Putin, aliado de Assad.

O embaixador russo na ONU, Vassili Nebenzia, já havia alertado que Trump que não "podia excluir" o risco de a ofensiva levar a uma guerra entre seu país e os americanos. A ofensiva ocorre em meio a acusações de que o líder sírio teria recorrido ao uso de armas químicas contra rebeldes. A contrainteligência russa alega que a iniciativa partiu de fragmentos do grupo Estado Islâmico, duramente atingidos pelo regime de Bashar Assad com a ajuda de Putin.

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse ter provas de que o ataque com armas ocorreu e foi conduzido pelas forças de Assad. Em Londres, o gabinete da primeira-ministra, Theresa May, divulgou nota na qual afirmou ser "muito provável" que a ação tenha sido ordenada pelo regime sírio.

Trump, anunciou em um discurso televisionado em Washington nesta sexta-feira que forças norte-americanas, francesas e britânicas atacarão pontos do território Sírio. A ofensiva bélica é efetivada dois dias depois de uma ameaça feita por Trump. "A Rússia promete abater todos os mísseis contra a Síria. Prepare-se, Rússia, porque o que virá será [mísseis] bonito, novo e inteligente. Você não deve ser parceiro de um animal que mata seu povo com gás e gosta disso!", disse Trump no Twitter.

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