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Segunda Turma do STF em compasso de desgaste, após retirar de Moro pacote de delações sobre crimes de Lula



Os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, que compõem a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), responsáveis por  tirar de Sérgio Moro trechos da delação da Odebrecht contra o ex-presidente Lula entraram numa enrascada.

Para evitar maiores constrangimentos e prolongar o desgaste pela decisão infeliz, corre agora o risco de ter que levar para discussão ao plenário do Supremo. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, confirmou nesta sexta-feira (27) que pretende recorrer da decisão. Já munido desta informação, Dias Toffoli deve redigir o acórdão que definirá extensão do entendimento, por ser autor do voto vencedor, e não Edson Fachin, relator do processo.

 A PGR estuda como vai recorrer e aguarda a publicação do acórdão da decisão para definir “qual recurso é cabível” e “qual é o limite da impugnação”. Raquel Dodge já adiantou que esta é sua prioridade.

Alheio à pressão do STF, Moro decidiu manter o processo contra o ex-presidente Lula sobre o sítio de Atibaia. De acordo com ele, há precipitação das partes – a defesa pede a transferência imediata do processo para São Paulo e a força-tarefa defende que ele fique em Curitiba – porque o "respeitável acórdão" do STF "sequer foi publicado".


Enquanto a situação permanece indefinida, o desgaste dos ministros da Segunda Turma do STF se aprofunda.

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