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Petistas cobram do Congresso por despesas que tiveram para protestar contra prisão de Lula



O grupo de parlamentares do PT que participou dos protestos contra a prisão do ex-presidente Lula quando o petista se refugiou no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo entre os dias 5 e 6 de abril querem que o contribuinte pague pelas  despesas que tiveram.

Entre os parlamentares que apresentaram a cobrança ao Congresso Nacional, estão o senador Humberto Costa (PT - PE), a deputada Maria do Rosário (PT- RS), o deputado Sibá Machado (PT - AC), Nelson Pellegrino (PT - BA),  Paulo Teixeira (PT - SP),  Vicente Cândido (PT - SP) e o deputado Marco Maia (PT - RS), segundo o Estadão.

Para se ter uma ideia, apenas o senador Humberto Costa (PE) gastou do dinheiro do Senado R$ 1.463,78 em bilhetes aéreos nos dias em que esteve ao lado de Lula na sede do sindicato. O petista disse, via assessoria, que viajou a São Paulo “no exercício das suas atividades parlamentares”.

Entre os reembolsos cobrados pelos petista, há despesas de pedágio, abastecimento de veículos, táxi e Uber, passagens aéreas compradas às vésperas do voo, pão de queijo, refeições e lanches. A publicação informa que além destes, os demais parlamentares do PT ainda tem 90 dias para apresentar pedidos de reembolso ao Congresso.

Ouvido pelo Estadão, o economista Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, afirmou que é discutível enquadrar como atividade parlamentar despesas com atos em defesa de Lula ou visitas ao petista na cadeia. “A verba é pública e tem que ser usada no exercício da atividade parlamentar”, disse. “As notas podem ser legítimas, o problema é a finalidade. Até que ponto os parlamentares estão dentro do exercício da atividade parlamentar quando estão indo visitar um condenado, cujo processo legal foi cumprido?"

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