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Paulo Pimenta foi barrado na PF, após dizer que veria Lula na marra. Paulo Teixeira e Wadih Damous também foram barrados



Após prometer que iria ver o ex-presidente Lula na marra na prisão, apesar de decisão judicial contrária, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) acabou mesmo sendo barrado na detido na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, nesta terça-feira (24).

O petista estava acompanhado dos colegas  Paulo Teixeira (PT-SP) e Wadih Damous (PT-RJ), que também foram barrados, Os três formavam a tal 'comissão' da Câmara que ia 'vistoriar' as condições de prisão de Lula. A comissão é composta por 13 parlamentares, mas apenas os três tiveram coragem de ir a Curitiba pagar mais este mico.

Mesmo após terem o seu pedido para visitar o ex-presidente negado no dia anterior pela juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal, responsável pelas execuções penais, Pimenta desafiou a decisão nas Redes Sociais e chegou a divulgar uma nota afirmando que a visita a Lula na cadeia seria mantida.

"Não viemos aqui fazer uma visita, viemos aqui fazer uma inspeção em nome do Poder Legislativo", disse Paulo Pimenta, ao UOL

Segundo o parlamentar, não havia a necessidade de a juíza autorizar a visita ao ex-presidente.

"O poder Legislativo teve nesse momento uma prerrogativa sua violada. Não pedimos a juíza autorização para vir aqui porque não cabe a uma juíza de primeira instância decidir sobre isso ou não. (...) Nós simplesmente comunicamos o horário em que a comissão externa estaria", declarou.

Na última segunda-feira (23), a magistrada alegou que a comissão de Direitos Humanos do Senado já esteve em Curitiba na última semana para avaliar as condições do ex-presidente.

"Jamais chegou ao conhecimento deste juízo de execução informação de violação a direitos de pessoas custodiadas na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, as quais contam com defesas técnicas constituídas", afirmou em seu despacho.

Pimenta disse ainda que iria "representar contra essa juíza no CNJ" [Conselho Nacional de Justiça].

"Essa juíza será processada por abuso de autoridade", disse o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ).

Segundo ele, os parlamentares pressionarão o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que a casa processe a magistrada.

"Cabe a Rodrigo Maia tomar medidas enérgicas contra essa juíza. Ele tem que fazer com que a prerrogativa do Legislativo seja respeitada, por que é prerrogativa no Legislativo fiscalizar instalações da administração pública. Essa não é uma visita ao presidente Lula, mas condições de carceragens", declarou.

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