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Paulo Bernardo teria ficado com R$ 7 milhões dos R$ 100 milhões que o PT roubou de aposentados, mas continua solto



Enquanto o Brasil cobra o fim da impunidade, dezenas de criminosos contumazes continuam soltos e impunes, graças à cumplicidade de ministros do Supremo Tribunal Federal. Este é o caso de Joesley Batista, Eike Batista, Guido Mantega, José Dirceu e até mesmo gente flagrada roubando aposentados, como o ex-ministro Paulo Bernardo, o marido da senadora Gleisi Hoffmann. O curioso neste caso é que nenhum dos citados possui foro privilegiado, exceto a senadora. A prisão de Lula não encerra a luta contra a corrupção e impunidade.

Paulo Bernardo foi preso no âmbito da Operação Custo Brasil na qual a Policia Federal investigava o desvio de R$ 100 milhões de empréstimos consignados de funcionários públicos federais ativos e inativos. Segundo os investigadores, R$ 7 milhões teriam ficado com o ex-ministro, por meio do escritório de advocacia de Guilherme Gonçalves, que também está preso.

Dias depois, o ministro Dias Toffoli mandou soltar o petista e disse que não encontrou elementos concretos que justificassem a prisão, que considerou um flagrante constrangimento ilegal. Os crimes ocorreram durante os governos de Lula e Dilma dentro do Ministério do Planejamento. Segundo apontaram as investigações, o PT coordenou e se beneficiou do dinheiro roubado de trabalhadores e aposentados endividados que contraíram empréstimos consignados durante 6 anos. Esta á a conclusão dos investigadores da Polícia Federal, do Ministério Público Federal de São Paulo e da Receita Federal.

O esquema de corrupção capitaneado pelo ex-ministro Paulo Bernardo rendeu cerca de R$ 100 milhões foram desviados na pasta nesse período, sendo que 80% do dinheiro roubado ia para o PT e o restante era dividido entre os membros da quadrilha. Segundo a PF, Paulo Bernardo, que é marido da senadora Gleisi Hoffmann, ficou com R$ 7 milhões do total do dinheiro desviado através de contratos do Ministério do Planejamento a empresa de tecnologia Consist, que gerenciava o cadastro de servidores e pensionista que contraíram empréstimos consignados.

Os R$ 7 milhões teriam sido torrados em despesas pessoais, como viagens,  salários de dois empregados, aluguel de garagem, loft, entre outros. Quem fazia esses pagamentos era, segundo a PF, o advogado Guilherme Gonçalves, que atuou nas campanha da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher de Bernardo.

A parte do dinheiro roubado que foi parar nos cofres do PT, cerca de R$ 80 milhões, era contabilizada pelo ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, preso na Lava Jato. O dinheiro foi gasto, entre outras despesas, com a contratação de figurantes para as manifestações do PT, repasses ao MST, aluguel de ônibus e remuneração de militantes do partido.

O dinheiro corresponderia a 70% do contrato de R$ 140 milhões que a empresa de tecnologia Consist tinha com o ministério para gerenciamento e controle de créditos consignados para servidores públicos federais. Segundo a PF, a Consist recebia R$ 1 de cada parceira de crédito consignado pago, quando o valor de mercado desse serviço era de R$ 0,30. "Por isso a operação recebeu o nome de Custo Brasil, revelando como a corrupção interfere na vida dos cidadãos", afirmou Fábio Ejchel, superintendente-adjunto da Receita Federal.

Quase dois anos depois, Paulo Bernardo continua solto, mesmo sem ter foro privilegiado. Sua mulher Gleisi Hoffmann também é ré por desvios milionários na Petrobras em 2010, mas possui foro privilegiado. O mandato da senadora termina em 2018.

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