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O dinheiro de Lula - Está explicado o desespero dos políticos que vão beijar os pés do condenado na prisão



A romaria de políticos para visitar o ex-presidente Lula na prisão é um dos aspectos que mais tem causado assombro em parte da sociedade. A maioria da população não consegue compreender os motivos pelos quais lideranças políticas tentam desafiar as Leis e as autoridades do país para prestar solidariedade a um criminoso condenado, acusado de desviar bilhões do dinheiro do povo.

Lula é um criminoso condenado, mas não é um criminoso qualquer. As autoridades do país torraram milhões na maior investigação sobre corrupção do mundo. Lula é a essência da Operação Lava Jato, percursor e perpetrador da maior parte dos crimes investigados e elucidados envolvendo desvios de bilhões da Petrobras.

Apesar das cifras bilionárias, dos crimes flagrantes e vergonhosos como o caso do triplex do Guarujá, que teve a confissão do cúmplice direto do ex-presidente no caso, o empresário Léo Pinheiro, Lula não é um bandidinho qualquer. O petista teve recursos para bancar advogados caríssimos e recorrer a centenas de apelações dispendiosas. Para se ter uma ideia, a maior parte dos recursos apresentados ao Supremo Tribunal Federal pelo petista não saem por menos de R$ 50 mil, cada um deles.

Mas como um criminoso qualquer, apesar de seu dinheiro, poder e influência, Lula foi condenado. O petista teve amplo acesso a defesa, inúmeras oportunidades de comprovar sua inocência, mas acabou condenado e preso, dentro das regras vigentes em um Estado Democrático de Direito. Lula é um político preso. O político que cometeu crimes e roubou o contribuinte. Foi preso pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro logo na primeira ação penal, das sete em que responde como réu.

É justamente todo este retrospecto de crimes e Justiça, tão cristalinos como água, que impede que a maior parte da sociedade compreenda as razões que levam certos políticos a desafiarem a Justiça para tentar visitar o condenado na prisão.

Uma das explicações plausíveis seria o fato da maioria destes políticos não serem capazes de se reelegerem com base nos próprios méritos. Precisam desesperadamente de um cabo eleitoral que tenha o poder de influenciar parte do eleitorado em seu favor. O fato de buscarem um cabo eleitoral na prisão comprova a total incapacidade de convencer eleitores.

Mas este pode não ser o único motivo pelo qual estes políticos tenham que se submeter a uma situação tão vergonhosa. Além de um certo apelo popular, sobretudo em regiões do nordeste, Lula pode ter dinheiro para financiar campanhas, alugar palanques, veículos, bancar serviços gráficos, etc. O ministro do STF, Gilmar Mendes, chegou a afirmar que o PT teria bilhões no exterior e que o dinheiro seria suficiente para bancar campanhas até 2038. Se há mesmo esta fortuna lá fora, somente Lula teria o poder de liberar as propinas.

Mas mesmo que não tenha dinheiro aqui no país ou no exterior, Lula tem muita gente que lhe deve favores milionários. Mesmo preso, é possível especular que somente ele teria o poder de 'autorizar' a liberação de recursos para determinados candidatos. Neste cenário, quem quiser dinheiro para as eleições de outubro, terá que ir lá na prisão em Curitiba beijar os pés de Lula. 

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