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O dilema de Ciro Gomes - Não sabe se beija os pés de Lula ou parte para o ataque



O pré-candidato do PDT à Presidência da República, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), é um sujeito confuso. Após ter passado por praticamente todos os partidos grandes e bajulado praticamente todos os presidentes do país desde os tempos de Sarney, o político ainda não conseguiu criar uma identidade própria, apesar dos quase 40 anos de vida pública.

Ciro Gomes é um caso complicado. Uma hora chama Lula de ladrão, em outro momento elogia o condenado e diz que quer visitá-lo na prisão. O responsável por uma das maiores lambanças na economia do país durante os pouco mais de 100 dias que tapou buraco na pasta da Fazenda durante o final do governo Itamar, o metidão a entendedor de economia afirmou esta semana que pretende deixar "o professor" de lado e incorporar o político. Ciro até que consegue enganar uma plateia de ignorantes quando tenta falar difícil, usando algumas teorias e palavras manjadas do economês de boteco. Esperto, procura falar sempre muito rápido, sugerindo que a solução para problemas complexos até para os países ricos são bem simples de solucionar. Quando é acuado por perguntas embaraçosas ou tem seu preparo questionado, Ciro recorre à técnica da ignorância e da truculência, tentando intimidar os interlocutores mais incautos. O cara é problemático até mesmo num debate.

Nesta segunda-feira, 16, logo após a divulgação da pesquisa Datafolha, Ciro Gomes deu uma recuada estratégica no namoro com o PT e seu sonho de ter Haddad como vice em sua chapa. A consulta do Datafolha revelou que Lula perdeu mais de 20% da preferência do eleitorado em apenas uma semana em cana. Aqueles que colaram no petista antes dele se entregar à Polícia Federal também não lucraram nada com o excesso de exposição ao lado do condenado nos últimos dias. Haddad, Boulos e Manuela D'ávila não chegaram a marcar 2% de intenções de votos.

Ciro parece meio perdido, sem saber bem o que representa como candidato e até mesmo como pessoa, diante de sua confusão inusitada entre 'o professor e o político', entre beijar os pés de Lula ou chamá-lo de ladrão. Apesar da fleuma de coroné nordestino, um dirigente do PT garante que Ciro  está esperando apenas um 'assobio' de Lula, para correr abanando o rabinho para o condenado. 

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