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MPF de São Paulo passa vexame. Procuradoria informa que não há nada que os impeça de investigar Geraldo Alckmin



O leva e traz de integrantes da força-tarefa do Ministério Público Federal da Lava Jato em São Paulo sobre a investigação do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) acabou criando um constrangimento público para o braço paulista da maior investigação do Brasil.

Logo que o governador deixou o cargo para disputar as eleições presidenciais de 2018, setores do Ministério Público Federal se manifestaram sobre a oportunidade de investigar Alckmin mais profundamente, agora que o político não possui mais foro privilegiado. As investigações envolvendo delações de executivos da Odebrecht deveriam então seguir para a primeira instância, por determinação do STJ Superior Tribunal de Justiça.

Sem tomar ciência de que o ex-governador prestou depoimentos por escrito ao STF respondendo a uma série de questões relativas à investigação, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot usou as redes sociais para reagir à decisão do STJ de encaminhar à Justiça Eleitoral de São Paulo o inquérito que investiga o ex-governador. Janot afirmou que a decisão teria deixado o tucano, por ora, fora da rota da Lava Jato.

Assim como Janot, opositores de todas as orientações ideológicas criticaram a decisão, afirmando que o ex-governador estaria sendo blindado, uma vez que os fatos investigados foram parar na esfera eleitoral.

Diante do leva e traz, de procuradores e opositores do ex-governador, a Secretaria de Comunicação Social da PGR divulgou uma nota afirmando que não há nada que impeça a Lava Jato paulista investigar Alckmin. A Procuradoria foi além e informou que os procuradores da força-tarefa instalada em São Paulo podem inclusive pedir compartilhamento de informações junto à Justiça Eleitoral, para onde o STJ enviou inquérito sobre ex-governador tucano

Se os procuradores que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo tiverem informações que possam levar adiante investigação sobre atos de corrupção ou outro crime praticados pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), ‘nada os impede de iniciar uma apuração criminal sobre os fatos’.

Segundo o Estadão, "A informação foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Procuradoria-Geral da República, por meio de nota na noite desta quinta-feira, 12.

“Os procuradores também podem solicitar o compartilhamento de informações junto à Justiça Eleitoral, para onde o inquérito foi encaminhado por decisão do Superior Tribunal de Justiça”, assinala a nota.

De fato, Alckmin não possui foro privilegiado e não há nada que impeça a força-tarefa da Operação Lava Jato baseada em São Paulo de investigar a fundo a vida do ex-governador, incluindo fatos anteriores ao período em que governou o estado.

O pedido para que os autos de Alckmin fossem enviados para a primeira instância foi assinado pelos procuradores Adriana Scordamaglia, Ana Cristina Bandeira Lins, Anamaria Osório Silva, André Lopes Lasmar, Daniel de Resende Salgado, Guilherme Rocha Goppert, Janice Barreto Ascari, Luís Eduardo de Araújo, Lúcio Mauro Fleury Curado, Thaméa Danelon e Thiago Lacerda Nobre, que integram a força-tarefa paulista da operação. Como informou a Procuradoria em Brasília, o que estão esperando?

Este tipo de leva e traz pode funcionar muito bem nos setores do MPF dilmista para desgastar a imagem de desafetos enquanto ocupam um cargo e não pode ser investigado, como é o caso do presidente Temer. Mas este não é o caso do ex-governador de São Paulo. A conversa de que Alckmin conseguiu escapar da Lava Jato é pura balela.

Recapitulando a mensagem da PGR: "Se os procuradores que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo tiverem informações que possam levar adiante investigação sobre atos de corrupção ou outro crime praticados pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), ‘nada os impede de iniciar uma apuração criminal sobre os fatos’. 

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