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Ministro Luiz Fux disse que o lugar de Joesley Batista e seus comparsas era no presídio da Papuda. Açougueiro continua livre



A insatisfação com a impunidade dos executivos da JBS-Friboi assegurada pelo acordo suspeito firmado pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com o empresário Joesley Batista em tempo recorde não é uma exclusividade da sociedade.

Embora os meios de comunicação, beneficiários das generosas verbas publicitárias da JBS, políticos que rebeberam propina e setores do Judiciário tenham mantido uma postura bastante suspeita diante de um dos maiores escândalos da história do Ministério Público Federal, alguns ministros do STF também manifestaram sua indignação com a impunidade de Joesley Batista e seus subordinados.

Logo após escândalo o ministro  Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, recomendou ao Ministério Público a prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud. Fux defendeu a revogação, MPF, dos benefícios concedidos aos delatores da JBS. Diante do escândalo envolvendo a gravação de uma conversa entre o executivo Joesley Batista e o diretor de relações institucionais da empresa, Ricardo Saud, Fux disse que os colaboradores deveriam passar “do exílio nova-iorquino para o exílio da Papuda”.

A própria  Procuradoria-Geral da República já pediu a rescisão dos benefícios vergonhoso concedidos aos açougueiros de Goiás que prosperaram durante os tempos negros da corrupção do PT de Lula e Dilma. O relator do caso no STF, ministro Edson Fachin, justamente quem homologou o controverso acordo, ainda não se posicionou sobre a retirada dos benefícios auferidos por Joesley e seu bando.

“Os partícipes do delito, que figuraram como colaboradores, ludibriaram o Ministério Público, degradaram a imagem do país no plano internacional, atentaram contra a dignidade da Justiça e revelaram a arrogância dos criminosos de colarinho branco”, disse Fux, durante sessão do STF.

“De sorte que deixo ao Ministério Público a opção de fazer com que os participantes dessa cadeia criminosa, que confessaram diversas corrupções, passem do exílio nova-iorquino para o exílio da Papuda. Eu gostaria de sugerir isso aqui em meu nome pessoal e em nome daqueles que eventualmente concordam com minha indignação”, afirmou o ministro.

Fux não mencionou a participação de subordinados de Janot nos bastidores do sórdido acordo de delação que permitiu que Joesley escapasse da cadeia, quando já havia sido alvo de cinco operações da Polícia Federar. A participação de auxiliares diretos de Janot, como o ex-procurador Marcelo Miller, já foi devidamente esclarecida, mas nada foi feito até o momento para punir os responsáveis por eventuais crimes. Jonot, Joesley, Ricardo Saud, Marcelo Miller, Wesley Batista e outros envolvidos continuam em liberdade. Integrantes do PT, como a ex-presidente Dilma Rousseff, também foram delatados, mas até o momento, ninguém no partido foi responsabilizado. 

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