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Lula tentou crescer pra cima de Moro, tentou intimidá-lo, ameaçou prendê-lo e até expulsá-lo do país, mas não adiantou nada



Desde que se tornou alvo da Operação Lava Jato, o ex-presidente Lula tentou usar seu poder e influência para intimidar e ameaçar seus investigadores. Apontado por muitos como o mandante do assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel e relacionado com gente perigosa no mundo sindical, na Polícia, no Judiciário e com ditadores sanguinários ao redor do mundo, Lula também era um homem muito temido por empresários poderosos, políticos influentes, jornalistas, donos de meios de comunicação e toda sorte de gente que sempre teve o rabo preso com o corrupto.

Em tese, Lula possuía em sua retaguarda uma enorme quantidade de subordinados influente e potencialmente capazes de criar embaraços para qualquer cidadão que ousasse ameaçá-lo. Vingativo, o petista já prometeu dizimar partidos, destruir inimigos políticos e sempre se mostrou disposto a tudo para garantir sua impunidade. Mesmo fora da presidência, Lula preservou um naco de poder no Estado, através dos favores devidos por servidores no Judiciário, na PF, membros do Congresso Nacional e até mesmo ministros do STF. Aos olhos de muitos, mexer com Lula poderia ser um péssimo negócio.

Foi justamente com base nesta base de apoiadores, cúmplices e devedores de favores inconfessáveis que Lula sustentou sua prepotência e arrogância peculiares durante tantos e tantos anos. "O Cara" se sentia o poderoso, o bam-bam-bam, o costas largas, o intocável. Confiante em seu poder e influência, Lula tentou crescer para cima do juiz Sérgio Moro logo que seu primeiro processo chegou ao magistrado. O petista recorreu aos seus inúmeros capangas na imprensa, no Congresso e no STF para mandar recados intimidatórios para Moro.

Quando percebeu que suas chantagens não estavam surtindo o efeito desejado, Lula partiu para o confronto direto. Processou o Moro, pediu sua prisão e até ameaçou expulsar seus investigadores, caso conseguisse voltar ao poder.

Não adiantou nada. Impassível diante das ameças do petista e dos membros de sua organização criminosa, Moro prosseguiu com seu trabalho, sem em observância ao deviso processo legal, e condenou o petista pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Lula reuniu sua gangue, chorou, desacatou as autoridades, se disse a alma mais santa do mundo e voltou a ameaçar o magistrado.

Neste ponto, é possível especular que Moro saiba muito mais sobre Lula do que muitos brasileiros e até mesmo o próprio petista possa supor. Logo que o TRF-4 notificou o magistrado sobre o fim da jurisdição contra Lula na segunda instância. Moro não exitou e decretou sua prisão imediatamente. Por uma mera sutileza e em reverência ao cargo que Lula ocupou, o juiz federal determinou que o petista se entregasse à Polícia. Lula esperneou, se refugiou na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, se cercou de sua turma e considerou não se entregar à Polícia.

Moro permaneceu sereno e simplesmente aguardou a ficha cair para o condenado. No dia seguinte, Lula fez como Moro determinou e se entrou 'voluntariamente' à Polícia. Lula não foi à pé para Curitiba, como havia prometido, mas ficou tão apavorado por ter sido detido por seus próprios subordinados no sindicato, que se apavorou e seguiu a pé até o local onde estava o carro da PF para se entregar antes que vencesse o prazo dado pela própria PF. O mundo viu Lula correndo feito um desesperado no meio da multidão para se entregar à Polícia. Não é lenda ou intriga da oposição. Não adiantou nada dar uma de valentão.

Não adiantou nada desafiar Moro. Enquanto os trunfos de Lula eram meros cúmplices de rabo preso, Moro tinha nas mãos a Constituição e o Código do Processo Penal Brasileiro que estabelece os limites impostos pela Lei em observância ao Estado Democrático de Direito. 

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