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Lula é uma ideia que morreu. Após prisão do petista, começa a corrida da esquerda por herança política



A prisão do ex-presidente Lula significou a morte do mito de que o petista era o político mais poderoso e influente no país. Pressentindo seu próprio falecimento como político, o próprio Lula emitiu vários sinais sobre seu maior temor durante aquele que pode ser seu último discurso, proferido no início da tarde do sábado, pouco antes do petista se entregar à Polícia Federal, como 'sugeriu' o juiz federal Sérgio Moro.

Lula havia prometido resistir, depois mudou de ideia e disse que se a Polícia quisesse prendê-lo, teria que ir buscá-lo na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde havia se refugiado 40 horas antes, mas acabou se rendendo e foi a pé se entregar para a polícia no início da noite do mesmo sábado.

A maioria dos petistas, ativistas de esquerda e até mesmo opositores acreditavam que Lula era 'imprendível', que teria poder e influência para se livrar da cadeia e até mesmo conseguir se candidatar à Presidência este ano, conforme o petista havia prometido ao longo dos últimos meses. Por fim, Lula foi preso e caminha para ser esquecido, assim como ocorre com outros presos.

Lula sabe que sua herança política passará a ser disputada por praticamente todos os setores da política nacional, tal e qual animais famintos disputam uma carniça. O petista inseriu em seu último discurso algumas palavras para tentar conter as consequências naturais de sua prisão.

"Não adianta tentarem acabar com meus sonhos, eu sonharei pela cabeça de vocês. O meu coração baterá junto com o coração de vocês. Eu não pararei porque eu não sou um ser humano, eu sou uma ideia e vocês daqui pra frente vão virar Lulas andando por todo o país", tentou sugerir o petista, cercado de aliados que não viam mais a hora de se libertarem de sua sombra.

Desesperado com o desfecho trágico de sua longa carreira política, Lula tentou sugestionar não apenas seus simpatizantes, como também tentou convencer as autoridades de que sua prisão não diminuirá sua influência: "Quanto mais dias me deixarem lá, mais Lulas vão nascer neste país". Sairei dessa maior, mais forte, mais inocente", blefou o petista.

Lula é experiente e sabe que, uma vez preso, perde sua influência e deixa de ser um 'inconveniente' para aqueles que tinham que se curvar ao seu domínio sobre o PT e sobre os tradicionais canais da esquerda brasileira. A disputa entre os partidos de esquerda para superar o PT em número de parlamentares e governadores significa agora uma batalha pela supremacia da esquerda. Logo, as lideranças vão começar a fritar o petista preso. 

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