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Lula disse que Moro não sabe o que é "um ser humano fazer um esforço imenso para ser respeitado no mundo"



Pouco antes de ser condenado na Lava Jato, o ex-presidente Lula publicou um vídeo em seu Facebook, no qual manifesta sua indignação pelo fato de ter sido desmascarado perante o mundo durante as investigações que culminaram em sua prisão no início do mês de abril.

No vídeo abaixo, Lula se queixava do estrago que as investigações da Força-tarefa da Lava Jato haviam provocado em sua imagem no exterior e ataca o juiz Sérgio Moro. Lula não menciona o fato do magistrado ter defendido naquele mesmo dia a publicidade para os crimes contra os cofres públicos.

Moro falou sobre o direito da sociedade a transparência da Justiça durante uma palestra sobre "Corrupção Sistêmica e Justiça Criminal" para desembargadores, juízes e funcionários da Justiça Estadual do Paraná. O magistrado afirmou que dar publicidade a processos que envolvem crimes na administração pública é um "mandamento constitucional" e que a sociedade tem o direito de "escrutinar" governos e os trabalhos da Justiça que envolvam crimes com dinheiro público.

No vídeo, Lula alega que as investigações contra ele afetavam a imagem do Brasil no exterior e se queixa da transparência da Operação Lava jato e da determinação do juiz Sérgio Moro em seguir os princípios constitucionais da publicidade sobre crimes de agentes públicos. Visivelmente irritado, Lula bate na mesa várias vezes e chega afirmar que 'é pouco inteligente' agir de forma transparente e permitir que a imprensa tenha acesso as informações de interesse da sociedade. Lula não se conformava com o fim dos processos sigilosos, e lamentava o fim dos tempos em que era possível comprar juízes e a sociedade sequer chegava a saber o que ocorria nos bastidores da Justiça.

Lula se queixou da repercussão negativa que a publicidade sobre seus crines estavam acarretando à sua imagem no exterior, mas em momento algum deixou de tentar destruir a imagem do juiz Sérgio Moro no Brasil e no exterior. Com sua campanha de difamação internacional, o petista esperava intimidar autoridades no país, de modo a evitar sua prisão.

Hoje, Lula está na cadeia e não pode mais postar vídeos no Facebook reclamando da destruição de sua imagem no exterior. Até mesmo por que a maior parte da população mundial sabe muito bem que o petista contou com amplo direito de defesa, teve recursos para pagar advogados caros e recorrer com processos dispendiosos nas mais altas cortes do país. Lula foi condenado em um processo justo, de acordo com as regras vigentes em um Estado Democrático de Direito, em observância à Constituição e as Leis do país, informaram as principais agências de notícia do mundo, logo após a prisão do petista.

Apesar de ter se notabilizado mundialmente por defender a aplicação da Lei a corruptos poderosos com o mesmo vigor com que ela costuma ser aplicada no país aos mais pobres, Moro apenas cumpriu exemplarmente seu dever de zelar pela Lei e pela Democracia no Brasil. De acordo com a Constituição, ninguém está acima da Lei.

Lula não pode mais exigir que parem de divulgar informações sobre seus processos criminais. Não faz mais sentido. Já está preso, após ter sido condenado na primeira, de sete ações penais.

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