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Juiz da 12ª Vara Federal de Brasília, especializada em crimes de lavagem de dinheiro, mantém decisão que tirou Joesley Batista da cadeia



A criação da 12ª Vara Federal em Brasília no início ano foi cercada de controvérsias. Segundo o Judiciário, a Vara especializada em lavagem de dinheiro, foi criada com o propósito de agilizar a tramitação dos mais de 2,3 mil processos que se acumulavam na 10ª Vara Federal, também em Brasília, mas ao que tudo indica, as atribuições da nova Vara podem ter sido desvirtuadas.

No lugar de agilizar processos que estavam na 10ª Vara Federal, houve um acúmulo de processos que não foram até o momento aliviados. Um mês após ter sido criada, o juiz responsável pela 12ª Vara Federal, Marcus Vinícius Bastos, mandou soltar o empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS que prosperou durante os anos de corrupção dos governos do PT.

Logo em seguida, a Procuradoria da República no Distrito Federal recorreu da decisão do juiz que soltou o empresário, que juntamente com seu grupo, confessou mais de 200 crimes em um acordo de delação cancelado pela própria Procuradoria Geral da República . No mesmo pedido, os procuradores solicitam que o caso volte para o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília.

Os procuradores da República contestavam a decisão  a posição do juiz da 12ª Vara, que afirmou que a suposta “prática criminosa foi interrompida com as medidas já adotadas”, para justificar a soltura de Joesley. Já no entendimento dos investigadores, ainda não é possível afirmar que cenário mudou e que o empresário não tem condições de interferir nas apurações em andamento.

Esta semana, nova 12ª Vara Federal de Brasília manteve decisão que liberou da cadeia os delatores Joesley Batista e Ricardo Saud, do grupo J&F. Enquanto isso, o recurso do Ministério Público Federal para a devolução do caso de Joesley para o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, vai ao Trbunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

Dois pesos e duas medidas. O juiz que livrou Joesley Batista da prisão é o mesmo que aceitou ua denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), num desdobramento da mesma denúncia feita pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que foi rejeitada pela Câmara do Deputados no ano passado. Janot é o homem responsável pelo acordo de delação premiadíssima relâmpago que garantiu imunidade eterna para Joesley batista e seus comparsas da JBS-Friboi.

Logo após se beneficiar do perdão total do vergonhoso acordo, Joesley Batista voltou a delinquir, segundo a Polícia Federal. O empresário se aproveitou de informações antecipadas sobre o vazamento de uma transcrição falsa de sua gravação com Temer feito pela Rede Globo para especular no mercado financeiro e faturar milhões com o caso instalado pela notícia falsa. 

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