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Gregório Duvivier seria ótimo se fosse mais honesto.

Fotomontagem meramente ilustrativa


O senador Telmário Mota (PTB-RR), é marido da médica médica Suzete Macedo, acusada de participar da "máfia dos gafanhotos", que desviou R$ 70 milhões da saúde em Roraima. A mulher do senador teve a prisão decretada pela 2ª Vara da Justiça Federal em Roraima a pedido do Ministério Público Federal (MPF), após ela ter um pedido de habeas corpus negado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, em 2016. Suzete passou sete dias foragida, antes de se entregar à Polícia Federal.

Nesta quarta-feira, Telmário Mota, tradicional aliado dos governos corruptos do PT de Lula e Dilma, subiu na Tribuna do Senado, para atacar o presidente Michel Temer sobre a crise de refugiados em Roraima.

Sem qualquer crítica pontual, o senador, acusou Temer de "maltratar" o estado de Roraima com o objetivo de desgastar o governo estadual com fins eleitorais. Telmário leu comentário publicado no jornal Folha de Boa Vista segundo o qual Temer precisa mostrar atitudes “republicanas” ou não terá condições morais de pedir união nacional.

O artigo mencionado por Telmário Mota chama a atenção para a crise de refugiados da Venezuela, que sobrecarrega os serviços públicos de Roraima e critica a opção pelo investimento em obras de “muita visibilidade” na tentativa de reeleger políticos que buscam manter o foro privilegiado. O senador roraimense acrescenta que Michel Temer só visitou Roraima por “politicagem”, pois continua “virando as costas” para o estado.

— É lamentável que o governo federal continue fazendo uma política destrutiva, uma política de desmonte, uma política de quanto pior melhor para os correligionários dele e sacrificando o povo de Roraima, atacou Telmário, o marido de Suzete, condenada por integrar a "máfia dos gafanhotos", que devorou  R$ 70 milhões da saúde em Roraima.

Telmário, como os demais subordinados de Lula, Dilma e da organização criminosa chamada PT, não mencionou que o Brasil é um dos responsáveis pela grave crise na Venezuela, por terem financiado, com dinheiro dos brasileiros, os governos corruptos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

A falta de honestidade intelectual dos representantes da esquerda deslegitima todos seus argumentos, por mais brilhantes que possam ser. No caso de Telmário Mota, nem isso se pode dizer, uma vez que o senador fez apenas  “politicagem”, mas nenhuma crítica pontual em seu discurso.

Já o humorista Gregório Duvivier foi brilhante ao abordar a crise de refugiados em Roraima em seu programa Gregorio News, da HBO. De forma bem humorada e inteligente, o apresentador exibiu estatísticas sobre migração no mundo e comprovou que o Brasil não é o destino favorito de imigrantes e refugiados, ao contrário do que andam dizendo por ai. Gregório também foi muito feliz ao abordar os aspectos óbvios da questão humanitária envolvendo o fluxo de refugiados no mundo, mandou muito bem ao abordar o preconceito doentio, a xenofobia e a insignificância do número de refugiados venezuelanos que optaram pelo Brasil, em comparação aos que preferiram se refugiar em outros países vizinhos.

Estudos do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados apontam que cerca de 4 milhões de venezuelanos deixaram o país entre 2014 e 2017. Menos de 5% optaram pelo Brasil, apesar da dívida do país para com o povo venezuelano. Gregório deixou a desejar ao deixar de mencionar a contribuição gigantesca de gerações de imigrantes para o desenvolvimento do Brasil. Deu uma vacilada quando tentou insinuar que alguns imigrantes "se deram bem no país", como se o mérito tivesse alguma relação com a nacionalidade do indivíduo, quase uma xenofobia de um descendente de imigrante.

De acordo com estimativas do Ministério das Relações Exteriores, são cerca de mil companhias alemãs instaladas no Brasil, empregando diretamente mais de 500 mil pessoas. São Paulo é tida como a maior cidade industrial alemã fora da Alemanha.

``A indústria alemã é responsável por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do país'', disse o conselheiro da embaixada da Alemanha em Brasília, Christoph Bundscherer. Como se vê, a influência alemã no Brasil vai muito além do talento de Gustavo Kuerten ou da beleza Gisele Bundchen.

Mas Gregório Duvivier pecou justamente pela falta de honestidade intelectual, peculiar dos subordinados de Lula e Dilma no campo da esquerda brasileira. O humorista deixou de mencionar que a crise na Venezuela é, em parte uma herança maldita dos governos do PT, que ajudaram Chávez e Maduro massacrar opositores, por meio de esquemas de corrupção envolvendo a Odebrechr e dinheiro do BNDES.

Gregório também deixou de mencionar que o presidente Michel Temer atropelou as pretensões da governadora de Roraima, Suely Campos (PP), que ingressou na semana passada com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo que o governo federal feche a fronteira entre o Brasil e a Venezuela para conter o fluxo de imigrantes venezuelanos que chegam ao país por seu estado. O presidente, que criou uma Força-Tarefa Humanitária do Governo Federal em Roraima para auxiliar a recepção de refugiados e liberou R$ 190 milhões em recursos por meio do Ministério da Defesa, simplesmente ignorou todas as propostas de fechamento das fronteiras com a Venezuela.

No lugar de reconhecer que sua cumplicidade e anuência com os governos corruptos do PT contribuiu ideologicamente para a tragédia humanitária na Venezuela e negligenciar o esforço do governo brasileiro em minimizar o drama dos vizinhos refugiados, Gregório apresentou um vídeo sugerindo que Temer se opõe à prestar solidariedade ao povo venezuelano que chega ao Brasil.

Seria até interessante que Gregório Duvivier visitasse a região com seu bonezinho do MST para exaltar os feitos de Lula e Dilma em algum acampamento de refugiados venezuelanos em Roraima. O humorista poderia fazer um gesto humanitário e ir lá contar suas piadas para o povo que se viu forçado a abandonar o próprio país por conta da desgraça criada pelos vermelhos. O humorista bem que poderia convidar os refugiados para o acampamento montado por seus colegas no entorno do prédio da Polícia Federal em Curitiba, onde seu ídolo Lula está preso pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Em sua fala no Senado, Telmário Mota, o marido da Suzete, da "máfia dos gafanhotos", conseguiu até ser menos desonesto que Gregório Duvivier em seu programa na HBO.

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