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Globo pede que seus empregados contenham o choro com prisão de Lula



Após a circulação de lamentos de empregados da Rede Globo com a prisão do ex-presidente Lula, o diretor-geral de Jornalismo da Globo, Ali Kamel, resolveu entrar em cena para conter os danos na imagem da emissora e na credibilidade do departamento que dirige. O todo poderoso do jornalismo nacional enviou ontem (9) aos jornalistas da emissora um e-mail em que alerta sobre o uso de redes sociais para chorar a prisão do petista. Kamel censurou a liberdade de expressão dos jornalistas petistas fa Globo e advertiu que eles não devem expressar publicamente suas preferências políticas e partidárias, porque isso causaria “dano” à emissora.

A revista exame replicou a informação veiculada pelo site Notícias da TV, que noticiou que o e-mail foi disparado horas depois de vazar nas redes sociais um conjunto de áudios em que o jornalista Chico Pinheiro, o apresentador do Bom Dia Brasil que supostamente fez uma apaixonada defesa de Lula, preso no último sábado por corrupção passiva.

Ainda que não cite o jornalista, o e-mail de Ali Kamel é uma clara resposta à repercussão das falas do âncora, pois o diretor-geral de Jornalismo da Globo faz referência ao vazamento dos áudios.

“Não se pode expressar essas preferências publicamente nas redes sociais, mesmo aquelas voltadas para grupos de supostos amigos”, ensina Kamel, porque, “uma vez que se tornem públicas pela ação de um desses amigos, é impossível que os espectadores acreditem que tais preferências não contaminam o próprio trabalho jornalístico, que deve ser correto e isento”.

Kamel alerta que essa “contaminação” compromete o trabalho do jornalista em uma eleição (como Chico Pinheiro irá entrevistar um candidato da direita agora?) e prejudica a Globo. “O dano está feito”, escreve.

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