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Gleisi Hoffmann é a próxima. Julgamento da petista no âmbito da Lava Jato ocorre até fim de maio



A senadora Gleisi Hoffmann será a segunda ré na Lava Jato a ter seu processo julgado no Supremo Tribunal Federal. O gabinete do ministro Celso de Mello informou que o decano do Supremo  pretende liberar a apreciação da ação penal em que a presidente nacional do PT, ao lado do marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, são acusados pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ministro responsável pelo caso já está elaborando seu voto, de modo a liberar o processo para julgamento no final de maio, em torno do dia 28, segundo a assessoria de Celso de Mello. Ele é o revisor das ações da Lava Jato na Suprema Corte, ficando responsável por conferir o trabalho do relator, analisar aspectos processuais e técnicos do processo, e devolver a ação para que possa ser marcada uma data de julgamento. O relator do processo é o ministro Edson Fachin, que assim que tiver o processo em mãos novamente poderá marcar a data do julgamento na Segunda Turma do STF.

Em setembro de 2016, a Segunda Turma acolheu, por unanimidade, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora petista, Paulo Bernardo e o empresário Ernesto Kugler Rodrigues. O Ministério Público acusa os três de receberem dinheiro do esquema de corrupção da Petrobras para aplicar na campanha de Gleisi ao Senado, no ano de 2010. Na época, o relator do caso era o ministro Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo em janeiro de 2017.

O marido de Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo, chegou a ser preso em São Paulo pela Polícia Federal durante a deflagração da  Operação Custo Brasil em  junho de 2016, mas foi solto uma semana depois por ordem do ministro do STF, Dias Toffoli. O petista foi denunciado pelo Ministério Público Federal em São Paulo, ao lado de mais 19 pessoas acusadas de montar organização criminosa no Ministério do Planejamento, entre 2009 e 2015. O grupo, segundo o MPF, era responsável por lavagem de dinheiro desviado de aposentados e pagamento de propinas para o PT em valores que superam R$ 100 milhões. O processo do marido de Gleisi está parado na Justiça de São Paulo.

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