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Gilmar Mendes e Janot estabeleceram que no Brasil é crime delatar ministros do STF. Dias Toffoli se safou e a delação da OAS até hoje não foi homologada



Em agosto de 2016, a Revista Veja publicou uma reportagem informando que o ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro, havia delatado o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Segundo a publicação, o empreiteiro falou sobre as reformas na mansão do ministro do STF em Brasília.

Condenado a dezesseis anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo do petrolão, Léo Pinheiro negociava um acordo de delação há seis meses com o Ministério Publico Federal, Os depoimentos do empresário ao juiz Sérgio Moro foram cruciais para a condenação do ex-presidente Lula a uma pena de mais de 12 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.

Mas Léo Pinheiro cometeu o pecado de delatar um ministro do STF e o ex-procurador-geral da República cancelou seu acordo de delação imediatamente, o que impediu que o empresário, ex-amigão de Lula, esclarecesse melhor os fatos que havia proposto negociar em seu acordo em relação aos favores pedidos por Dias Toffoli.

Na ocasião, o ministro Gilmar Mendes apoiou integralmente a iniciativa de Rodrigo Janot de cancelar o acordo com Léo Pinheiro e classificou como crime o envolvimento de um colega do STF no vazamento de uma delação. Passados quase dois anos, Léo Pinheiro continua na prisão, Toffoli caminha para se tornar o presidente do STF e a procuradoria-geral da República continua abafando o caso, como ocorre em relação aos criminosos da JBS, as delações contra Dilma Rousseff, o próprio Janot e seu braço direito Marcelo Miller, entre outros envolvidos nos anos de corrupção dos governos do PT. Investigar o MPF, o STF e seus padrinhos como Joesley Batista e Dilma, não pode.

Gilmar Mendes afirmou que Rodrigo Janot foi o “o mais desqualificado que já passou pela história da Procuradoria”, mas deu total apoio quando o ex-procurador-geral resolveu blindar Dias Toffoli em uma delação que o Brasil jamais saberá o que poderia sair. Ficou decidido que delatar ministros do STF no Brasil é crime e pronto.

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