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Gilmar Mendes diz que o STF não admite pressão de militares e repudia manifestação do Comandante do Exército, General Villas Boas



O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, afirmou em entrevista esta semana que o STF não admite pressão de militares. O ministro se referiu à manifestação pública do Comandante do Exército brasileiro, General Villas Boas às vésperas da votação do habeas corpus do ex-presidente Lula. Segundo Gilmar Mendes, as manifestações de alguns membros das Forças Armadas são "preocupantes" e "dignas de repúdio"

Na entrevista, Gilmar Mendes disse que “não se pode tentar pressionar a Suprema Corte do País”.

“Temos que dizer em alto e bom som que não é permitido nenhum tipo de pressão por parte da imprensa e muito menos das Forças Armadas contra o Supremo Tribunal Federal”, diz Gilmar.

“Toda essa confusão no Brasil agora se adensa com essas manifestações, inclusive, dos generais, do Comandante do Exército Villas Bôas e também de vários generais de reserva, o que é extremamente preocupante e digno de todo o repúdio”, completa o ministro em entrevista ao portal R7.

Segundo a publicação, Gilmar questionou a publicação do General Villas Boas em sua conta no Twitter em apoio à maior parte qa sociedade que se manifestava favorável à prisão de Lula: "quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?", provocou o ministro do STF.

"Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais", diz o general em outra postagem.

Ao comentar o parecer a respeito das prisões após o julgamento em segunda instância, Gilmar avalia ser "preciso que a população entenda que Justiça criminal no Brasil é muito falha".

"O STJ [tribunal de terceira instância] tem várias vezes feito as revisões das decisões de segundo grau. Isso é importante", destaca Gilmar.

A fala do ministro do STF ocorre justamente na semana em que seu colega, o ministro Marco Aurélio Mello, ameaça apresentar no plenário do Supremo as ações que questionam a regra sobre a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância. Gilmar Mendes, ao lado de Toffoli, Celso de Mello, Lewandowski e do próprio Marco Aurélio Mello, defende a derrubada da regra em vigor que permitiu a prisão do ex-presidente Lula. Caso a manobra tenha êxito, o petista e centenas de criminosos poderosos do país serão soltos e poderão recorrer de suas sentenças eternamente, assegurando a impunidade.

Com informações do R7.

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