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Dilma também foi barrada na PF ao tentar visitar Lula na prisão. Juíza vetou visitas de subordinados do condenado



A ex-presidente Dilma Rousseff também foi barrada na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, quando tentava visitar o ex-presidente Lula. A visita da petista foi vetada por determinação da juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal. que negou hoje (23) um pedido d de uma comissão de deputados de esquerda que também pretendiam para visitar Lula na cadeia.

Segundo a magistrada, não se justifica a alegação da comissão de deputados de esquerda, que pretendiam fiscalizar in loco as condições de encarceramento do ex-presidente. “Em data de 17/04/2018 já foi realizada diligência pela Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado Federal. Não há justo motivo ou necessidade de renovação de medida semelhante”, escreveu a juíza, responsável por supervisionar a execução penal de Lula, sobre o pedido da comissão de deputados.

Ao vetar a visita de Dilma, a juíza destacou que apenas parentes e advogados estão autorizados a visitar presos custodiados na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, medida adotada diante da “limitação de cunho geral relativa a visitas na carceragem”, uma vez que os presos se encontram no mesmo edifício onde se realizam outras atividades corriqueiras da PF, inclusive com atendimento ao público.

Com a decisão, a juíza Carolina Moura Lebbo acaba com os planos de Lula e do PT em transformar a sede da Polícia Federal em uma sucursal do partido e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em São Bernado do Campo, onde Lula se escondeu logo que teve sua prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro. A juíza lembro que a regra de execuções penais vale para todos os presos no local. “O alargamento das possibilidades de visitas a um detento, ante as necessidades logísticas demandadas, poderia prejudicar as medidas necessárias à garantia do direito de visitação dos demais”, escreveu.

Chateada, a ex-presidente deixou a sede da PF em Curitiba após esperar por mais de três horas na recepção. acompanhada da deputada Maria do Rosário e dos senadores Roberto Requião e Gleisi Hoffmann. Dilma estava dando um passeio pela Europa e Estados Unidos e estava animada com seu retorno ao Brasil para ver o condenado na prisão.

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