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Dilma recebeu 'cortesia' de R$ 170 mil em despesas pessoais pagas com propina, diz publicitária



O Brasil estranha o fato da ex-presidente Dilma Rousseff ter sido denunciada por diversos delatores da Lava Jato, ter sido eleita com dinheiro roubado da Petrobras e usado serviços de gráficas fantasmas em suas campanhas, mas apesar destes fatos,  continuar sendo blindada pelas autoridades do país.

Os escândalos de corrupção envolvendo a ex-presidente Dilma podem não ser maiores que os crimes do ex-presidente Lula, mas nem por isso podem ser ignorados pelas autoridades. Gente como Marcelo Odebrcht, Joesley Batista e até mesmo seu ex-ministro Antonio Palocci apontaram para a participação ou ciência de Dilma sobre os crimes envolvendo desvios na Petrobras.

Beneficiários do dinheiro roubado da estatal também afirmaram ter garantido vantagens pessoais para Dilma, considerada uma 'boa cliente'. Em sua delação premiada, a pubicitária Mônica Moura disse que pagou despesas pessoais de Dilma Rousseff por ela ser “uma cliente importante”. A “cortesia” teria começado na campanha de 2010 e se estendido durante o primeiro mandato da petista. A estratégia funcionou, já que Dilma contratou Mônica e o marido, João Santana, para fazer também o marketing da campanha de 2014. Entre os “favores”, estão o pagamento de salário a Rose, que era uma espécie de assessora pessoal de Dilma; serviços prestados pelo cabeleireiro Celso Kamura; além de serviços de teleprompter. Pelas contas da delatora, as despesas foram de pelo menos R$ 170 mil.

— Eram favores que a gente fazia à presidente Dilma por cortesia, por ela ser uma cliente importante para a gente — disse Mônica em depoimento prestado ao Ministério Público Federal. O casal recebia pagamentos provenientes de desvios da Petrobras no exterior. Dilma, que comandou a estatal por mais de dez anos, era uma ótima cliente mesmo.

João Santana e sua mulher relataram que a ex-presidente não apenas tinha conhecimento sobre a existência de dinheiro de propina em sua campanha como aprovou as operações ilegais. Mônica era amiga de Dilma e tinha livre acesso ao seu gabinete no Palácio do Planalto e a sua residência oficial no Palácio da Alvorada. A intimidade e o convívio do casal com Dilma era intenso em épocas de campanhas e de crises, como as manifestações de junho de 2013.

Dilma foi denunciada ao STF como integrante da organização criminosa comandada pelo ex-presidente Lula. É surpreendente que, passado mais de um ano desde a denúncia, Dilma continue livre, leve e solta, viajando para o exterior às custas do contribuinte. Tendo em vista a gravidade das denúncias, é possível especular que o MPF, onde Dilma é muito querida, e o Judiciário, estejam poupando a petista pelo fato dela ser mulher ou por que seria embaraçoso para o país ter dois ex-presidentes da República na cadeia.

Além de Dilma e Lula, foram denunciados por organização criminosa os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antonio Palocci, do Planejamento Paulo Bernardo, de Comunicação Social Edinho Silva, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, e a senadora Gleisi Hoffmann, que atualmente ocupa a presidência do PT. Destes, apenas Lula e Vaccari estão presos. 

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