linkaki

Desespero de Dilma com acordo de delação de Palocci com a PF é bom sinal. O Brasil não se importa em ter dois ex-presidentes petistas na cadeia



O ex-presidente Lula figurou como eminência parda durante o processo do mensalão e acabou sendo poupado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal durante o maior escândalo de corrupção da história da República. Pelo menos, até então. Segundo a Polícia Federal apurou, o esquema de desvios de recursos da Petrobras ajudou o PT a comprar apoio para a base parlamentar no Congresso Nacional.

Até hoje não se sabe como Lula conseguiu se safar de um esquema de corrupção tão exposto, que levou para trás das grades toda a cúpula do PT, incluindo seu então braço direito, José Dirceu, parlamentares e o tesoureiro do partido. Lula não só conseguiu se safar, como se reelegeu e ampliou sua organização criminosa na Petrobras, segundo revelaram as investigações da Operação Lava Jato sobre os crimes do petrolão. O ex-ministro Antonio Palocci ocupou o lugar de José Dirceu e passou a comandar boa parte dos esquemas de corrupção do partido e a gerenciar as propinas milionárias destinadas a Lula pela empreiteira Odebrecht.

Não é preciso ser nenhum gênio para deduzir que, envolvido em tantos esquemas de corrupção, Lula não seria louco de escalar um sucessor desconectado de suas atividades criminosas. Esta teria sido a razão da indicação de Dilma Rousseff, então presidente do Conselho da Petrobras e sucessora de José Dirceu na Casa Civil, o coração da corrupção dos governos petistas. Todos os ministros que ocuparam a pasta foram denunciados por envolvimento em esquemas criminosos. Dilma é apenas um deles.

Diante de um retrospecto tão nebuloso, fica até difícil imaginar que Dilma não tenha assumido o comando da organização criminosa concebida por Lula quando se elegeu presidente da República por duas vezes com dinheiro roubado da Petrobras, propina da JBS de Joesley Batista e esquemas de pagamentos no exterior ao casal de marqueteiros Monica Moura e João Santana.

Até o momento, apesar de ter sido apontada por vários delatores como cúmplice no assalto à Petrobras e convivente com os esquemas criminoso de Joesly Batista, Dilma, que já foi denunciada ao STF como integrante da organização criminosa comandada por Lula, continua sendo blindada por setores da PF, MPF, controlados possivelmente por Rodrigo Janot, e STF, sob a possível influência de ministros da ala dilmista, como Edson Fachin, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

O acordo de delação de Antonio Palocci pode colocar um fim nesta blindagem que ninguém engoliu até hoje. O ex-ministro, diretamente atacado por Dilma nesta quinta-feira, 26, pode levantar o véu que vai revelar a verdadeira face da ex-guerrilheira que assumiu o posto de Lula para comandar a continuidade do maior assalto aos cofres públicos da história da República. Dilma destruiu milhões de vidas com sua incompetência ao mergulhar o país na maior recessão já registrada e deixar um legado de 500 mil empresas falidas e 14 milhões de chefes de família sem emprego. A petista cometeu crime de responsabilidade ao maquiar as contas públicas para ocultar um rombo de R$ 170 bilhões que os brasileiros estão pagando até hoje. Como penalidade, teve o seu mandato cassado através de um processo de impeachment e deixou a Presidência da República, em caráter definitivo, no dia 31 de agosto de 2016.

Caso fique comprovado que ela cometeu outros crimes relacionados ao assalto praticado pelos governos do PT ao longo da última década e meia, Dilma deve responder criminalmente por seus atos. Está nas mãos do ex-ministro Antonio Palocci esclarecer mais alguns episódios sobre a nefasta passagem do PT pelo poder no país. Lula já está preso por alguns dos crimes que cometeu. O Brasil não se importa em ver outro ex-presidente petista atrás das grades. Dura lex sed lex 

Informe seu Email para receber notícias :