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Caso conspiração para derrubar Temer tivesse prosperado, Lula não estaria preso e o Brasil não teria eleição democrática este ano



O Brasil escapou de ver a trajetória democrática interrompida do país interrompida por um grupo de conspiradores ligados aos grupos corruptos que comandaram e se locupletaram do dinheiro do povo ao longo de quase uma década e meia.

O raciocínio é bem simples. Segundo o açougueiro criminoso de Goiás, Joesley Batista, o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, queria um terceiro mandato no órgão. Como o presidente Michel Temer se recusou a indicá-lo, ele teria tramado para derrubar o presidente para assegurar o terceiro mandato ou até mesmo assumir o cargo de Temer. Teria sido este o motivo pelo qual Janot firmou um acordo de delação premiadíssima em tempo recorde, no qual teria combinado com Joesley e seu grupo forjar provas gravando o presidente.

O açougueiro teria sido instruído pelo braço direito de Janot, Marcelo MIller a tentar extrair de Temer qualquer conversa comprometedora. Diante da falta de intimidade com o presidente, Joesley não teve como falar abertamente sobre propina ou negócios ilícitos e ficou apenas naquela conversa de cerca lourenço registrada na gravação. Para conseguir o encontro, Joesley teria prometido R$ 500 mil ao então assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures. Joesley teria instruído Loures a informar aos seguranças do Palácio do Jaburu a placa do carro que usaria e na hora marcada, iria apenas Joesley para o encontro. Não foi por acaso que Temer perguntou por seu assessor logo no início da conversa. Embraçado, Joesley inventou uma desculpa qualquer.

A Rede Globo, juntamente com outros blogs de aluguel a serviço de especuladores, entrou no negócio divulgando uma transcrição falsa da conversa gravada por Joesley. Como o açougueiro não havia conseguido extrair nada de comprometedor na gravação, o jeito foi vazar uma transcrição falsa, na qual ele falava abertamente de propina com o presidente e cobrava favores para suas empresas.

No mesmo dia, enquanto se instalava o caos no mercado financeiro, Joesley e outros especuladores faturavam milhões, a Rede Globo colocou todos seus empregados para pedir a renúncia de Temer. Na outra ponta, PT, CUT, MST, artistas e a Frente Povo Sem Medo convocaram manifestantes para uma mega manifestação em Brasília. 500 ônibus chegaram à Capital Federal com milhares de vândalos profissionais que incendiaram a Esplanada dos Ministérios e tentaram invadir o Palácio do Planalto. Temer convocou as Forças Armadas para defender o patrimônio público e à própria vida. e foi duramente criticado por artistas e jornalistas por ter apelado para os militares.

Diante da resistência do presidente em renunciar, Rodrigo Janot encaminhou denúncias contra o presidente ao STF, que encaminhou as denúncias à Câmara dos Deputados. A expectativa era a de que, com sua baixíssima aprovação popular, a maioria dos parlamentares votaria favorável à denúncia de Janot, mesmo sendo ela frágil, sem provas concretas e formadas a partir de um acordo com os criminosos da JBS.

Caso a Câmara dos deputados acolhessem a denúncia de Janot, Temer seria afastado do cargo por seis meses e dificilmente voltaria à Presidência da República. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, teria então 30 dias para convocar uma eleição indireta na Casa. Poderia ser qualquer um. Entre os cotados, o ex-ministro de Lula, Nelson Jobim. O PT, PSOL, PCdoB, os órfãos dos governos corruptos de Lula e Dilma, e outros oportunistas de plantão, como Jair Bolsonaro, votaram a favor da denúncia formulada com base no arranjo entre Janot e os criminosos da JBS. Outros oportunistas como Ciro Gomes, Marina Silva e Joaquim Barbosa também torceram o nariz com o impeachment de Dilma e apoiaram a derrubada de Temer.

Paralelamente à esta movimentação, a esquerda convocava eleição direta. Neste cenário, o ex-presidente Lula poderia concorrer. Caso a Câmara tivesse aprovado a denúncia contra Temer, o mais provável seria a realização de uma eleição indireta na Câmara. Neste cenário, tanto Lula quanto qualquer outro aliado também poderia concorrer.

Uma vez empossado, este elemento escolhido a dedo pelos patrocinadores da conspiração para ocupar o lugar de Temer passaria a contar com a simpatia imediata dos meios de comunicação, blogs de aluguel e artistas de esquerda. No dia seguinte, estes mesmos grupos exaltariam as 'conquistas' do novo presidente, como a inflação baixa, a geração de empregos, a retirada do país da recessão e outros méritos de Temer jamais reconhecidos pela imprensa saudosa dos governos do PT.

Amplamente favorecido pelos meios de comunicação, blogs de aluguel, artistas de esquerda e demais oportunistas de plantão, o sucessor de Temer se cacifaria para vencer as eleições presidenciais de outubro próximo. Com a máquina nas mãos, colhendo os louros pela recuperação da economia e ancorado pela mídia, grupos poderosos como a própria JBS e outros órfãos do dinheiro do BNDES, o sucessor de Temer, que poderia ser o próprio Lula, tiraria a chance dos atuais pré-candidatos de concorrer em condições democráticas observadas no atual cenário. com Temer na Presidência.

Se o maior golpe na história da Democracia não prosperou, o mérito é todo do atual presidente da República, que precisou contar com o apoio velado das Forças Armadas para fazer prevalecer o que está na Constituição. Os que participaram da conspiração para derrubar Temer, e que agora pedem votos para a Presidência, não teriam a menor chance de concorrer com o candidato escolhido por aqueles que se empenharam em retomar o poder no Brasil. Num cenário em que o PT e seus aliados tivessem maior influência no Congresso, como se especulava, Lula poderia ser o presidente hoje e seria virtualmente imbatível nas eleições de outubro.

Se o Brasil vai ter eleições diretas, livres de influências, dentro do calendário eleitoral previsto na Constituição e, acima de tudo, Eleições Democráticas, o povo deve agradecer ao atual presidente. A sociedade terá o direito de votar de acordo com sua consciência em eleições livres de manipulação ou conspirações do submundo do poder, onde todos podem participar e disputar os votos do eleitor livremente, inclusive aqueles que apostaram na aventura anti-democrática de Janot, Joesley e Globo.

Mas quem imagina que alguém sairia perdendo neste cenário, está enganado. Todos que apostaram no caos tinham muito a lucrar e o povo tudo a perder. Quem imagina que os conspiradores desistiram de retomar o poder no Brasil também está enganado. Os mesmos que participaram da trama, aliados ocultos dos poderosos, estão na corrida presidencial, vestidos em peles de cordeiros. Nada impede que membros deste clube seja eleito, que Lula seja solto, que acabem com a Lava Jato, que voltem a ocupar a Petrobras, o BNDES, etc. Eles não desistiram ainda. Os blogs de aluguel e meios de comunicação continuam sabotando o governo, setores do Judiciário, do MPF e até mesmo ministros do STF continuam em campanha para devolver o governo aos aliados, de modo a assegurar os privilégios ameaçados por Temer. 

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