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Cadê a coragem de tirar de Moro processos de Lula? E a coragem de soltar o ladrão? Tirar trechos de delação é coisa de covarde



Os ministros do Supremo Tribunal Federal que tem demonstrado um assanhamento fora do normal para Livrar o ex-presidente Lula da cadeia podem até ter uma baita vontade de desafiar o juiz federal Sérgio Moro e a vontade geral da nação. Mas ao que tudo indica, apesar do ímpeto, lhes falta coragem.

A manobra vergonhosa de tirar trechos da delação da Odebrecht das mãos do juiz federal Sergio Moro é vergonhosa em vários aspectos. O primeiro deles é a determinação de enviar as provas para a Justiça de São Paulo, onde não há nenhum inquérito contra o ex-presidente Lula. A atitude dos ministros da Segunda Turma pode ser comparada à de um delegado ou policial corrupto que, na calada da noite, arromba o armário e desaparece com provas que incriminam algum bandido com o qual possui rabo preso.

Embora a vergonha manobra dos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski possa fornecer subsídios para que a defesa do petista use a iniciativa para tentar desgastar Moro, dificilmente irá mudar alguma coisa. Meticuloso, apoiado pela sociedade e competente sem seu trabalho, o juiz da  13ª Vara de Curitiba não deve ter qualquer dificuldade em manter sob sua jurisdição as duas ações penais contra Lula constantes nos trechos das delações da Odebrecht tiradas de suas mãos pelos ministros do STF.

Fruto do possível desespero de quem tem rabo preso com Lula, a decisão dos ministros da Segunda Turma, os mesmos que votaram favoráveis ao habeas corpus no qual o condenado tentava se livrar da cadeia, não deve criar qualquer alteração prática nos processos do caso do sítio em Atibaia e do recebimento de vantagens indevidas da Odebrecht nos quais Lula também é réu.

O fato é que os ministros, apesar de demonstrarem uma vontade louca de livrar Lula, nenhum deles teve coragem de mandar soltar o ladrão ou retirar os processos das mãos de Moro.

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