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Bolsonaro reconhece números do DataFolha, mas diz que ainda tem tempo para se recuperar



O pré-candidato à Presidência da República pelo PSL, o deputado Jair Bolsonaro (RJ) admitiu nesta segunda-feira, 16, que os números apresentados pelo DataFolha em relação seu desempenho junto ao eleitorado são factíveis.

Após reclamar bastante dos resultados da última pesquisa divulgada neste fim de semana, o pré-candidato reconheceu a posição que aparece na pesquisa de intenção de voto divulgada pelo instituto.

Ainda demonstrando certa contrariedade com os resultados, o parlamentar chutou que “O Datafolha tem um histórico de errar em mais de 50% suas previsões", algo não observado nas últimas pesquisa majoritárias ao longo dos últimos anos. Ainda contrariado, Bolsonaro admite que a pesquisa pode estar certa e diz que "Um instituto de pesquisa jamais inflaria meus números. Então, eu tenho pelo menos isso que o Datafolha colocou lá. E, tendo em vista que não tenho nenhum governador comigo, nenhum ministro, nem prefeito de capital, acho que estou bem e tem muito tempo pela frente ainda", disse o parlamentar ao Estado.

A estagnação do pré-candidato preocupa aliados e ex-aliados. Após quase três anos em 'campanha' e do forte ativismo nas Redes Sociais de seus apoiadores, Bolsonaro não conseguiu ultrapassar a casa dos 17% de intenções de votos. Diante destes fatos, Deputado Federal Marco Feliciano, cotado para ser seu vice, pulou fora e fechou com o Senador Alvaro Dias, do Podemos. Outro cotado para ocupar a vaga de vice na chapa de Bolsonaro, o Senador Magno Malta, (PR-ES), teria ventilado que vai preferir tentar a reeleição para o Senado em outubro, diante do receio de ficar sem mandato.

Durante a entrevista, Bolsonaro mencionou a denúncia por racismo, oferecida contra ele ao STF pela PGR, mas a denúncia ocorreu logo após a realização da pesquisa do Datafolha, de modo que a consulta não conseguiu captar a reação do eleitorado diante de mais esta denúncia.

Apesar de admitir que os números do Datafolha, que o colocam praticamente empatado com a pré-candidata Marina Silva, (Rede), Bolsonaro questiona os números atribuídos ao ex-presidente Lula na mesma pesquisa. "Eu acho que ele (Lula) tem algum voto, mas não tudo isso. Uns 20% talvez ele tenha. Obviamente é mais no Nordeste. Muita propaganda feita ao longo de 13 anos, muita mentira. É uma doutrinação. Você ver uma pessoa que não tem muita cultura falando do Lula você pode até engolir, agora tem muita gente com curso superior elogiando o cara, não sabem que foi um governo que arrebentou com o Brasil?”, afirmou Bolsonaro.

Entre os apoiadores de Bolsonaro, o adversário mais preocupante é Ciro Gomes, (PDT). O Temor é o de que, durante a campanha, Ciro volte a apontar Bolsonaro como lavador de dinheiro da JBS de Joesley Batista. Durante uma entrevista à Rádio Jovem Pan, Ciro falou sobre um dinheiro depositado na conta de Bolsonaro que acabou voltando para sua campanha, por meio de seu partido, o PP, no qual permaneceu por mais de dez anos.“A JBS depositou R$ 200 mil na conta dele, Jair Messias Bolsonaro, deputado federal! (…). Ele, quando viu, resolveu estornar o dinheiro, não pra JBS. Eu, se tô indignado, o cara depositou na minha conta sem a minha autorização, eu devolvo pra ele e mando ele pastar, pra não dizer aquela outra frase que termina no monossílabo tônico. Não, o que ele faz? Ele devolve para o partido, que na mesma data entrega R$ 200 mil pra ele. O nome disso é lavagem de dinheiro”, afirmou Ciro na entrevista à rádio. Bolsonaro processou Ciro por calúnia e difamação, mas a revelação sobre o fato de ter recebido depósitos da JBS em sua conta causou certo desconforto entre seus aliados.

Além de criticar Lula, Bolsonaro também criticou Marina e Joaquim Barbosa durante a entrevista, mas evitou citar o nome de Ciro Gomes.

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