linkaki

Bolsonaro mira em Joaquim Barbosa, ataca Alckmin, Meirelles e Flávio Rocha, mas poupa Ciro Gomes



O pré-candidato à Presidência,  o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), afirmou esta semana, com base na última pesquisa do Datafolha, que as intenções de votos do eventual pré-candidato Joaquim Barbosa (PSB) está estagnada há cerca de um ano. 

O deputado disse que é preciso questionar a atuação do ex-ministro no Supremo Tribunal Federal e minimizou o desempenho dele na última pesquisa Datafolha, divulgada no domingo. “Ele foi sondado mais de um ano atrás e está nessa faixa de 7%, 8%. Então, mantém o nível de um ano atrás”, afirmou o parlamentar, que questionou o Datafolha sobre os resultados desfavoráveis à ele. Ao contrário de Joaquim Barbosa, Bolsonaro percorre o país há cerca de três anos defendendo suas teses como pré-Candidato à Presidente, mas também permanece com a preferência estagnada nas pesquisas, com dificuldade para romper a barreira dos 15% de intenções de votos.

Segundo o presidenciável, Joaquim Barbosa enfrentará uma série de dificuldades na campanha. Para Bolsonaro, o ex-ministro deverá começar a “levar tiro”. “Tem que ver as bandeiras dele, o que ele defende, perguntar questões básicas, por exemplo, a questão do abordo, da maioridade penal, do desarmamento. A vida pregressa dele dentro do Supremo vai ser questionada. Ele votou para que o (italiano Cesare) Battisti ficasse no Brasil”, espetou Bolsonaro, sem levar em conta que parte dos eleitores não levam em conta estas pautas na hora de escolher um candidato.

Bolsonaro também criticou o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), afirmando que “O MP aliviou o Alckmin, né. Transformou uma questão que seria criminal em crime eleitoral”, declarou Bolsonaro. Ele se referia à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, atendendo pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), transferiu para a Justiça Eleitoral o processo de suspeita de caixa 2 contra o tucano, com base na delação da Odebrecht. Segundo o MPF. a medida não livrou Alckmin da Operação Lava Jato. Em Nota, a PGR informou aos membros do MPF de São Paulo na Lava Jato que não há absolutamente nada que os impeça de investigar o ex-governador, inclusive solicitando informações diretamente ao TSE.

Denunciado pelo crime de racismo pela PGR e alvo de outros processos na Justiça, Bolsonaro informou que não pretende se licenciar do mandato de deputado federal, mesmo quando a campanha começar de fato, em agosto.  Ele disse que vai cumprir “o mínimo de presença na Câmara”, de modo a manter seu foro privilegiado e os rendimentos como parlamentar.


Na sequência, Bolsonaro também levantou dúvidas sobre a pré-candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e disse que ele não vai decolar. “É um bom garoto, tem futuro político pela frente brilhante, está tendo uma experiência que acho intimamente que nem ele acreditava ganhar a Casa”, afirmou Bolsonaro, que teve cinco votos na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados.

Bolsonaro também questionou a atuação do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) como presidente do Conselho de Administração do grupo J&F, que fechou acordo de delação premiada com a Justiça. Ainda de acordo com o deputado do PSL, o empresário Flávio Rocha, dono das lojas Riachuelo e presidenciável pelo PRB, também não se viabilizará. “Ele está com 1%”, comemorou o pré-candidato os números do Datafolha que ele mesmo criticou dias antes.

Assim como Ciro Gomes, Bolsonaro também aponta sua artilharia para os adversários na campanha de outubro, adotando os ataques no lugar de apresentar propostas concretas para o país. Apesar dos ataques aos adversários, Bolsonaro tem poupado Ciro Gomes, que o acusou de lavar dinheiro da JBS em sua campanha para deputado. Bolsonaro recebeu um depósito em sua conta de R$ 200 mil da JBS de Joesley Batista. No lugar de devolver o dinheiro à JBS, Bolsonaro entregou ao seu partido na época, o PP, que devolveu a ele mesmo valor, agora sob a alegação de que se tratava de verba do fundo partidário. Durante entrevista ao jornalista Augusto Nunes, na Jovem Pan, Bolsonaro tentou explicar a situação embaraçosa, mas não conseguiu convencer seu entrevistador e parte da opinião pública sobre ter sido beneficiado ou não do dinheiro da JBS de Joseley Batista. 

Informe seu Email para receber notícias :