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Bolsonaro e Marina tecnicamente empatados na pesquisa Datafolha sem Lula, seguidos de Ciro Gomes, Joaquim Barbosa e Geraldo Alckmin



A primeira pesquisa realizada pelo DataFolha após a prisão do ex-presidente Lula, realizada entre quarta-feira (11) e sexta-feira (13), revelou um empate técnico entre os pré-candidatos Jari Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede), num cenário sem Lula. Bolsonaro aparece com 17% das intenções de voto, empatado tecnicamente com Marina Silva (Rede), que tem entre 15% e 16% da preferência do eleitorado.

Segundo a Folha, "O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) alcança 9% em todos os cenários sem Lula, empatado com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que varia de 7% a 8%, e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que entrou no PSB, mas ainda não se lançou candidato. Barbosa oscila entre 9 e 10%".

Mas a má qualidade dos atuais pré-candidatos é percebida quando o nome de Lula é incluído na consulta. O petista, mesmo preso, aparece com 31% das intenções de votos no melhor cenário. Isto é quase o dobro de Bolsonaro ou Marina.

A qualidade dos pré-candidatos fica ainda mais acentuada quando se leva em conta que somando, somando as intenções de votos de todos citados acima, inclusive Lula, não alcançam o número de eleitores que não votam em nenhum deles na pesquisa espontânea. Mais de 50% dos entrevistados informaram que ainda não sabem em quem vão votar.

No caso das pesquisas feitas sem a presença de Lula, os números podem mudar significativamente com a entrada de um candidato do PT no páreo, possivelmente o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. embora os dois nomes cotados no PT para substituir Lula se ele desistir da candidatura têm desempenho fraco, Haddad aparece com 2% e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, apenas 1%, a definição do nome de um ou outro pode influenciar no cenário capturado por esta pesquisa, na qual praticamente todos os candidatos herdaram parte dos 31% de intenções de votos de Lula.

A expectativa é a de que, com a desistência de Lula e sua indicação para um candidato do partido, seja Haddad ou Jaques Wagner, parte dos eleitores cativos do petista tendem a migrar para um candidato do PT apontado por Lula. Neste cenário, no qual o consenso sobre o nome de Haddad deve prevalecer, o candidato deve pular para a segunda ou terceira posição na preferência do eleitorado. Com isto, a disputa contará com nada menos que 4 candidatos do campo da esquerda, sendo eles o próprio Haddad, Marina Silva, Ciro Gomes e Joaquim Barbosa. O quarteto deve agrupar ainda o pré-candidato Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela D'ávila (PCdoB) numa ampla aliança da esquerda no segundo turno.

Com a campanha estagnada de Jair Bolsonaro na casa dos 15% a 17% de preferência do eleitorado há praticamente um ano e a dificuldade de Alckmin em ultrapassar a barreira dos 10%, o campo da direita corre o sério risco de ser esmagado no segundo turno. A fragilidade de Bolsonaro é ainda mais crônica quando exposta ao desempenho de Marina Silva, que sem fazer campanha encostou no candidato do PSL, que está rodando o país há mais de dois anos.

O perigo do país cair novamente nas mãos da esquerda é real. As candidaturas de Flávio Rocha (PRB), Álvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e as incertas candidatura de Rodrigo Maia (DEM) e Henrique Meirelles (MDB) ainda não alcançaram qualquer expressividade junto ao eleitorado. Ao menos em números, a onda vermelha está maior que a onda verde e azul juntas.

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