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Assim como Lula desafiou a Justiça até o limite, MST, PT e CUT desafiam autoridades e prometem manter acampamento no prédio da PF, onde o petista está preso



As lideranças do MST, PT e CUT que coordenam um acampamento no entorno do prédio da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso, afirmaram que vão permanecer no local, apesar da imposição de uma multa diária determinada pela Justiça.

“Nossa comida é suficiente para garantir as pessoas por pelo menos mais três meses. São doações de todo o Brasil que chegam a todo o momento”, afirma Madalena Cavalheiros, do MST de Quedas do Iguaçu, responsável por uma das cozinhas que funcionam no acampamento e serve cerca de 150 refeições diárias.

Os grupos de apoio ao ex-presidente Lula não são diferentes de seu líder. O petista desafiou a Justiça até as últimas consequências e chegou a se refugiar na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, logo que soube da decretação de sua prisão no início do mês de abril. Na ocasião, o PT e a CUT convocaram militantes e sindicalistas para criar um cordão humano visandi impedir a prisão de Lula. O petista permaneceu refugiado no prédio por 48 horas. Durante todo este tempo, Lula afirmou a seu correligionários que pretendia resistir à prisão por prazo indeterminado e desafiou a Polícia Federal a entrar lá e prendê-lo.

Mas a arrogância e prepotência do petista logo cedeu lugar ao desespero quando soube que poderia ter uma prisão preventiva decretada. Nesta condição, Lula não poderia apelar com qualquer recurso às instâncias superiores. Desesperado diante da ameça, Lula entrou imediatamente em um carro e tentou sair da sede do sindicato, mas foi impedido pela militância que ele próprio havia convocado para impedir sua prisão. Em pânico, o petista resolveu se entregar à Polícia a pé mesmo e cruzou a multidão até um galpão do outro lado da rua, onde um carro da PF o aguardava.

Os subordinados do petista que estão acampados próximos ao prédio da Polícia federal de Curitiba não são diferentes do líder condenado. As lideranças afirmam que estão preparados para resistir meses no acampamento até que Lula seja libertado. Nem mesmo a decisão judicial de multar em R$ 500 mil por dia as entidades responsáveis pela manifestação abalou a determinação do grupo. Caberá à Justiça paranaense tomar as providências necessárias para restaurar a ordem pública no local e assegurar aos moradores do bairro o direito de ir e vir, de receber visitas e de terem sua rotina de volta. 

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