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A possível farsa dos tiros na caravana de Lula. Contradições de testemunhas dificultam trabalhos de peritos



Induzidos por testemunhos contraditórios de pessoas que estavam em um dos ônibus da caravana do ex-presidente Lula, os peritos da Polícia Técnica estão tendo dificuldades em apurar as circunstâncias e o local aproximado onde teriam ocorrido os supostos disparos contra a comitiva do petista.

Segundo o Estadão, "A ausência da informação sobre o ponto específico em que os disparos teriam acontecido, além da falta de testemunhas" dificultam a investigação policial. Orientados por informações controversas, os peritos realizam as buscas "onde os passageiros de um dos ônibus estimaram que o ataque teria acontecido: cerca de dez minutos depois que o comboio deixou Quedas do Iguaçu. O estampido baixo se assemelharia ao choque de uma pedra contra a lataria, coisa que a caravana já havia enfrentado pelo trajeto. A polícia pediu ainda as imagens do pedágio situado na BR-277, onde também trafegou a caravana. E ainda espera o resultado da perícia, prevista para sair nesta semana".

Estes relatos forçosamente dividem os supostos ataques à comitiva em pelo menos dois eventos distintos. Caso os disparos tenham ocorrido realmente cerca de dez minutos após a comitiva deixar o município de Quedas do Iguaçu, a probabilidade dos tais miguelitos terem sido lançados no mesmo perímetro fica praticamente descartada. Os objetos similares a pregos distorcidos usados por grevistas para furar pneus de ônibus em frente a garagens teriam provocado uma parada pouco tempo após a saída de Quedas do Iguaçu. Esta parada só ocorreu cerca de 50 km depois, faltando apenas 2 km para chegar ao município de Laranjeiras do Sul, que fica a 70 km de Quedas do Iguaçu pela PR-473. A probabilidade do ônibus onde foram encontrados os objetos ter circulado cerca de 50 km é remota. Curiosamente, os objetos não afetaram os outros cerca de 20 veículos que acompanhavam a comitiva, incluindo os três carros da Polícia Rodoviária Federal.

Segundo o Estadão, "A região abriga grandes assentamentos de sem-terra, como o Celso Furtado, onde 1.098 famílias ganharam o título de propriedade em 2004. Quem está à frente dele é o vereador pelo PT Claudelei Lima, de 39 anos. Mais do que ser o vereador mais votado da história de Quedas do Iguaçu, Lima se tornou conhecido ao ser empossado no interior da Penitenciária Industrial de Cascavel.

Ele é investigado pela Operação Castra, da Polícia Civil, sob acusação de furto, roubo, invasão de propriedade, cárcere privado e porte ilegal de arma na invasão de uma fazenda.

Lima foi solto em maio passado e responde agora ao processo em liberdade. Na varanda de sua casa, logo na entrada do assentamento, ele tem um panfleto de campanha onde se lê: “Tô com Lula”, informou a publicação.

A região é dominada por integrantes do MST, o que certamente dificultaria a ação de manifestantes contrários à presença de Lula na região. A presença do ex-presidente Lula em um dos ônibus da comitiva durante todo o percurso também continua levantando dúvidas.


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