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Vinte dias após soltura de Joesley Batista, Roberto Barroso e Rede Globo voltam a carga sobre investigação contra Temer



O presidente Michel Temer se tornou alvo de uma nova levada de investigações por parte do Supremo Tribunal Federal um um inquérito que tem sido prorrogado diversas vezes desde o ano passado. Apesar de não haver nenhuma informação nova sobre o caso até o momento, pelo menos três amigos do presidente foram presos dias após o ministro do STF, Roberto Barroso, ter decretado a quebra dos sigilos bancário e fiscal do presidente.

A nova sequência de denúncias ocorre justamente após a soltura do empresário Joesley Batista, da JBS, pivô da trama engendrada pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que resultou na homologação do controverso acordo de delação premiada no STF.

Joesley Ele estava preso desde setembro do ano passado em São Paulo e foi solto no dia 9 de março por determinação da Justiça Federal de Brasília. Joesley foi beneficiado por uma decisão do juiz , Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal, que revogou a prisão preventiva aplicada contra ele. A ordem também se estende ao executivo da J&F Ricardo Saud, que também estava encarcerado na capital paulista. Wesley Batista, irmão de Joesley, foi solto uma semana antes.

A expectativa agora é a de que, com a prisão de homens ligados a Temer e a quebra de seu sigilo bancário, a PGR consiga finalmente produzir alguma denúncia contendo alguma prova contra o presidente nas próximas semanas. Setores da Polícia Federal, do Judiciário e de Ministério Público Federal estão há quase dois anos tentando, sem sucesso, encontrar algo comprometedor contra o presidente. Até o momento, nenhuma prova concreta sobre o envolvimento direto de Temer nos casos investigados exaustivamente pela Polícia Federal nos últimos 14 meses. Barroso disse que quer estabelecer o 'nexo de subordinação existente entre os envolvidos". O ministro decretou prisões e determinou buscas e apreensões nos endereços dos 'suspeitos'.

Após a soltura de Joesley Batista, a expectativa é a de que o empresário possua alguma prova que comprometa o presidente, conforme as acuações feitas pelo próprio Joesley em matérias amplamente divulgadas pela Rede Globo ao longo dos últimos meses. O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, também tem se empenhado em conceder entrevistas à Rede Globo nos últimos dias, explicando as razões que o teriam levado a determinar a quebra do sigilo bancário de um presidente em exercício e a prisão de pessoas que já foram interrogadas sobre os mesmos temas nos últimos meses. Quem sabe agora, com o empenho de Joesley Batista, Rede Globo, de setores do MPF, Polícia Federal, STF e do próprio Roberto Barroso, algo de concreto seja apresentado a sociedade contra o presidente. Caso isso não ocorra nos próximos 30 dias, data prevista para o encerramento do velho inquérito, ficará a impressão de que há mais um esforço para desgastar o governo nesta reta final.

A advogada Fernanda Tórtima, do grupo JBS, é meia irmã do ministro de Barroso e amiga do deputado federal Wadih Damous, do PT. Foi a meia irmã de Barroso que fez a ponte entre o ex-procurador Marcelo Miller e Joesley Batista, quando o empresário começou a manifestar seu interesse em fazer 'barganhas' com Janot em troca de um acordo de delação premiadíssima.

Na época, uma troca de mensagens encontrada pela Polícia Federal sugere que procuradores orientaram executivos da JBS a gravar autoridades por conta própria, sem autorização judicial. Participavam do grupo de WhatsApp o ex-procurador Marcello Miller, a advogada Fernanda Tórtima, Joesley, Wesley, Saud e Francisco de Assis e Silva, advogado e delator. Os diálogos indicam pressa da PGR para fechar a delação.

As mais de 200 mensagens, às quais a Folha teve acesso, estavam no celular de Wesley, apreendido em maio.
“Eles acham que podem desconfiar se adiarem [os pagamentos pendentes]. [Procuradores] Acham que vcs podem fazer uma vez sozinhos gravando e deixariam a controlada para a seguinte”, escreveu Tórtima no grupo, numa clara referência a gravações planejadas para incriminar o presidente Michel Temer"

Até o momento, tais fatos ainda não foram esclarecidos pelas autoridades. Rodrigo Janot fugiu para a Colômbia para dar um curso, seu ex-chefe de gabinete  Eduardo Pelella nao foi incomodado, o ex-procurador Marcello Miller não foi preso, a advogada Fernanda Tórtima, a meia irmã de Barroso foi esquecida, Joesley, Wesley, Saud, conhecidos como os 'Friboys", estão soltos.

Como se vê, a pressa do STF em esclarecer alguma coisa sobre a mais vergonhosa conspiração da história da República não é tão grande quanto encontrar algum fato que incrimine o presidente. A pressa agora é terminar o serviço começado pela Globo naquele dia 17 de março, quando o grupo de comunicação vazou uma transcrição falsa dos criminosos da JBS para pedir a renúncia do presidente.

Obviamente, todas estas investigações desgastam o governo, interferem na economia, na estabilidade do mercado, do dólar e até mesmo na geração de empregos. É claro que muita gente ganha muito dinheiro com toda esta bagunça que virou o país nestes tempos de grupos saudosos do governo Dilma, de STF bolivariano, de ano eleitoral, de Lula preso, ou não, de queda no faturamento de grupos de comunicação, de fake news, de confusão na cabeça do eleitor, de confusão nas instituições, etc. O resto, ninguém sabe onde tudo isso vai parar...

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