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Tiros na Caravana de Lula. Horas antes, Dilma antecipava ataques de 'milícias armadas'



O ataque a tiros que teve como alvo a caravana do ex-presidente Lula pela região Sul do país na noite desta terça-feira, 27, foi antecipado pela ex-presidente Dilma Rousseff. Um dia antes do ocorrido, a petista afirmou em entrevista a correspondentes estrangeiros que as agressões à comitiva de Lula nos últimos dias estavam partindo de “milícias armadas”. “Os milicianos, muitas vezes, atuaram com a conivência das forças de segurança estaduais”, acusou a petista.

"Vim denunciar o que pode acontecer na campanha, que é um banho de violência sobre nós que sempre fomos defensores da democracia e sempre que ela se restringiu o povo perdeu. Há no Brasil processos muito violentos que vão chegar à campanha eleitoral". "Em todos os locais são milícias armadas, tem gente com revolver e bomba. Tem foto disso", afirmou a ex-presidente

Um dia após a declaração de Dilma, dois dos três ônibus da caravana de Lula pela região Sul foram alvejados na estrada entre Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no interior do Paraná. Os petistas acusaram as autoridades da área de segurança, tanto federais como estaduais, de omissão em relação aos atos de violência contra a caravana registrados ao longo destes oito dias. Em nota, disse que pediu ao governo do Paraná que providenciasse segurança à caravana.

Mas um detalhe curioso chama a atenção: segundo o Estadão, Lula e os organizadores da caravana não solicitaram escolta para o trecho onde teriam ocorrido os disparos: "Conforme a nota da corporação, a Polícia Militar do Paraná reforçou o policiamento nos locais de manifestação determinados previamente pela caravana do ex-presidente e “não houve, por parte do ex-presidente, o pedido de escolta”.

A situação ocorre logo após o ex-presidente Lula ter encorajado a militância a reagir com 'porradas' a qualquer provocação. Na véspera, um dos integrantes da equipe de segurança de Lula agrediu um repórter do jornal O Globo na cidade paranaense de Francisco Beltrão. O jornalista Sérgio Roxo filmava agressões de seguranças de Lula contra manifestantes. Os seguranças de Lula o agrediram com um soco e exigiram que ele apagasse as imagens que havia registrado. Os episódios e o incentivo de Lula à violência contra manifestantes estavam tirando o petista da condição de 'vítima' de hostilidades.

Os disparos efetuados contra a comitiva do petista devem ser investigados a fundo pelas autoridades, pois o episódio será agora usados para reconduzir Lula à condição de 'vítima' que ele vem perseguindo desde que iniciou a caravana. 

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