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Se os ministros do STF tivessem vergonha na cara, prisão de Lula seria decidida por 11 a 0



O país acompanha indignado o teatro do absurdo protagonizado pelos ministros do STF diante de um dos momentos mais decisivos da história do país no que tange ao combate à corrupção e a impunidade. O epicentro da pouca vergonha é o ex-presidente Lula, criminoso condenado em duas jurisdições pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, após quase quatro anos de investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Ao longo de todo este tempo, o país foi mobilizado diante das revelações sobre os crimes de Lula envolvendo desvios bilionários na Petrobras. A expectativa de punição exemplar para crimes tão óbvios alimentou a esperança da sociedade na Justiça. Cientes sobre a lentidão dos processos legais, atentos aos argumentos da defesa do petista, que teve amplo direito, recursos e possibilidades infinitas de provar sua inocência, a população aguardou pacientemente que o caso chegasse às vias de fato, quando o petista seira finalmente confrontado pelos seus atos. 

Quando este dia chegou, os ministros do STF se reuniram para protagonizar mais um triste espetáculo e adiaram por mais alguns dias o desfecho da jurisdição em segunda instância da primeira das sete ações penais do ex-presidente a ser concluída. Foi definitivamente um balde de água fria nas expectativas da sociedade de que novos ventos passariam a soprar o país e que o símbolo da corrupção endêmica que carcomeu a confiança da população nas instituições seria finalmente punido por seus atos.

Para surpresa do povo, sete ministros do STF se manifestaram favoráveis ao protelamento da prisão de Lula e lhe concederam um salvo-conduto para que o petista fosse para a região sul do país sapatear na cara do povo e de seus julgadores, como o juiz Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal de Curitiba e os desembargadores do Tribunal Regional da 4.ª Região de Porto Alegre. Contando com os cinco ministros do Superior Tribunal de Justiça, a condenação de Lula que foi ratificada por nada menos que nove magistrados de carreira foi questionada por 7 ministros 'indicados' para a mais alta corte do país. Alguns, advogados medíocres que sequer passaram em concursos para juízes. O Brasil esperava uma confirmação da condenação de Lula, também por unanimidade, no STF, mas ao que tudo indica, o ex-presidente Lula é o Senhor da corrupção e Senhor do Supremo.

Nesta ação penal do triplex, Lula foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, crimes normalmente perpetrados de modo a ocultar provas que incriminem diretamente seus autores. Ninguém que comete crime de lavagem de dinheiro registra bens em seu nome. Esta é uma premissa básica deste tipo de atividade criminosa tão comum entre políticos, traficantes, sonegadores e comerciantes de cargas roubadas, por exemplo. Como se não bastasse o caso de Lula ser um clássico neste tipo de crime, os cúmplices do petista como Léo Pinheiro e Marcelo Odebrecht ainda confirmaram todos os aspectos relacionados às atividades criminosas pelas quais o petista foi condenado. Os ministros do STF, por mais que sejam incompetentes e coniventes com o ex-presidente, estão cansados de lidar com este tipo de crime tão vulgar. Falar em presunção de inocência neste caso é esbofetear a cara da sociedade, dos membros da força-tarefa da Lava Jato, como delegados, procuradores da República, peritos, agentes da Polícia Federal, peritos dos órgãos de controles sobre atividade financeira do Ministério da Fazenda, dos juízes, desembargadores e ministros que examinaram o caso do petista e concluíram que Lula é culpado pelos crimes que lhe foram atribuídos. Diante de todos estes fatos, qualquer resultado abaixo de 11 a 0 no STF representa o escárnio com a sociedade.

Abaixo, um apanhado feito pelo portal Poder360 sobre as ações penais e inquéritos em que o ex-presidente Lula figura como réu e principal investigado.


LAVA JATO

  • Terreno do Instituto Lula (réu): denunciado em 14 de dezembro de 2016. A Odebrecht teria tentado pagar propina a Lula por meio da compra de 1 terreno em SP, destinado ao “Memorial da Democracia”, ligado ao Instituto. A compra nunca se concretizou. Leia a íntegra da denúncia e a defesa de Lula.
  • Lula ministro (denunciado): o MP apresentou, em 6 de setembro de 2017, acusação de obstrução de Justiça. Trata do caso em que houve tentativa de nomear o petista à Casa Civil, no governo Dilma Rousseff. Leia a íntegra da denúncia e a defesa de Lula.
  • ‘Quadrilhão do PT’ (denunciado): o petista foi acusado em 5 de setembro de 2017 de atuar em organização criminosa com Dilma Rousseff e mais 6 petistas para arrecadar propina em órgãos da administração pública. Leia a íntegra da denúncia e a defesa de Lula.
  • Palestras de Lula (suspeito): o ex-presidente é investigado por supostamente usar o instituto Lula e a empresa LILS Palestras para receber propina de empreiteiras. Leia nota oficial do PT sobre o caso.

JANUS

  • Empréstimo do BNDES (réu): denunciado em 7 de outubro de 2016. Responde por supostamente favorecer a Odebrecht viabilizando empréstimos do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) para a construtora tocar obras no exterior. Um parente de Lula, Taiguara Rodrigues, foi contratado pela empreiteira. Leia a denúncia e nota da defesa de Lula.

ZELOTES

  • Compra de caças (réu): denunciado em 9 de dezembro de 2016. O ex-presidente responde por tráfico de influência na edição de uma medida provisória e na negociação de aviões de combate. Um filho dele teria recebido propina graças ao pai. Leia a íntegra da denúncia e a nota da defesa de Lula.
  • MP ao setor automotivo (denunciado): O MP apresentou acusações em 11 de setembro de 2017. O ex-presidente é acusado de tráfico de influência na edição de uma medida provisória que teria beneficiado o setor automotivo. A propina teria sido paga por meio de intermediários a Lula e o ex-chefe de gabinete, Gilberto Carvalho. Leia a íntegra da denúncia e a nota da defesa de Lula.

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