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PT lança campanha "Lula Livre" para tentar constranger Sérgio Moro. Vai ter panfletagem e tudo para



Após o fracasso da defesa do ex-presidente Lula em provar a inocência de seu cliente, após o fracasso do próprio Lula em sua cruzada política para tentar desqualificar as autoridades da Lava Jato, o PT apela para uma última estratégia para tentar livrar o petista da cadeia: uma grande campanha na qual o partido vai sugerir que "O povo quer Lula Livre". O que parece ser apenas mais uma manobra para constranger o juiz Sérgio Moro esconde uma série de objetivos secundários, típicos das estratégias petistas.

A senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, deu o pontapé inicial na campanha e já  convocou petistas e simpatizantes para que participem do último esforço para tentar livrar Lula da prisão.

“A prisão de Lula é um dos maiores retrocessos à sociedade brasileira, à nossa democracia e às conquistas de direito”, disse Gleisi em vídeo divulgado nas redes sociais. “A partir dessa semana o PT começa essa campanha. Não só por redes, pela internet, com material de esclarecimento, mas também com material impresso.”

Gleisi sugere aos devotos de Lula que peguem no site do PT panfletos como este que vai reproduzido abaixo. Ela orienta: “…Distribua no seu local de trabalho, onde você estuda, na rua, onde você mora. Fale com a população. Diga o que está acontecendo. Chame essa atenção.”

A presidente do PT prosseguiu: “A prisão de Lula vai ser muito perversa ao povo brasileiro. Nós temos que deixar bem claro: nós não vamos assistir mansamente à prisão do nosso líder, aliás, o líder do povo. […] Nós vamos com Lula até o final. Nós vamos com Lula até as últimas consequências.”

Paralelamente, o ex-presidente Lula pretende divulgar mais uma carta aos brasileiros para explicar os motivos pelos quais não merece ser preso. Entre os autores do manifesto, ninguém menos que o ex-ministro Paulo Bernardo, o marido de Gleisi Hoffmann envolvido no assalto a servidores aposentados em um esquema no ministério do Planejamento durante o governo Dilma.

Lula corre contra o tempo. O TRF-4 já marcou para o próximo dia 26 de março a análise dos embargos do petista. A expectativa é a de que os três desembargadores que confirmaram sua condenação na Segunda Instância vão rejeitar o “embargo declaratório”, um tipo de recurso que não altera em nada a condenação imposta ao petista pelo próprio Tribunal. Após essa etapa, o TRF-4 liberará o juiz Sergio Moro para expedir o mandado de prisão de Lula, que teve sua condenação aumentada para a 12 anos e 1 mês em regime fechado.

Lula e seus subordinados do PT já consideram remota a possibilidade do Supremo Tribunal Federal livrar a cara do petista. A presidente da Corte, Cármen Lúcia, tem se mantido firme na determinação de não pautar qualquer caso de revisão de condenados em segunda instância, como é o caso de Lula, para antes do mês de maio, quando o petista já estará preso. Na prática, Cármen Lúcia colocou seus colegas em uma situação extremamente delicada. Qualquer um dos ministros do STF que se arriscar a levar a questão ao plenário ficará inevitavelmente exposto à fúria nacional.

Obviamente, a campanha contra a prisão de Lula não possui qualquer efeito sobre o desencadear dos acontecimentos nos próximos dias, exceto sensibilizar parte da população visando as eleições de outubro, quando vários petistas, inclusive a senadora Gleisi Hoffmann, vão precisar desesperadamente de votos para conseguirem se reeleger e manter o foro privilegiado. Lula vai ser preso de qualquer forma. O petista disse há poucos dias que, se fosse preso, queria ser reconhecido como um preso político, e não como um criminoso qualquer. Neste aspecto, a campanha do PT persegue objetivos menos óbvios que livrar Lula da cadeia. 

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