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PT deixou Forças Armadas em petição de miséria. Não fossem os investimentos de 2017, intervenção no Rio não seria possível



Logo em seus primeiros dias de governo, o presidente Michel Temer recebeu um extenso relatório sobre a condição de abandono das Forças Armadas do Brasil durante os governos do PT de Lula e Dilma. Ciente dos fatos, o presidente logo se comprometeu minimizar os problemas decorrentes da negligência das administrações anteriores enfrentadas pelo Exército, Marinha e Aeronáutica. [right-

Na época, a Marinha informou que operava com apenas metade da frota, e não contava navios de escolta suficientes para dar proteção às plataformas do pré-sal, por exemplo. Os navios que estavam operando tinham idade média de 33,3 anos.

A situação no Exército também era crítica, e obrigava a força a reavaliar e adaptar as estratégias de defesa do país. A dificuldade para manter em dia os compromissos com fornecedores e a falta de recursos já havia provocado  redução drástica na linha de produção do blindado Guarani. O fabricante do equipamento havia suspenso a produção por falta de pagamento. O veículo é considerado crucial para a frota da linha de defesa.

Os problemas não paravamm por ai. A situação na Aeronáutica não era diferente. A Força Aérea tinha quase metade da frota parada por falta de manutenção. A dificuldade financeira estava impedindo os repasses de recursos para a Embraer, responsável pela construção do avião cargueiro KC 390. E empresa tem um ativo de R$ 1,4 bilhão devido pelo governo federal.

“Quase a totalidade do orçamento (da pasta) era consumido com custeio de pessoal, deixando em segundo plano projetos que são fundamentais para a garantia da soberania do País e para o avanço tecnológico que, apesar de serem germinados na Defesa, transbordam a Defesa e trazem benefício para todo o desenvolvimento do País”, reconheceu o então ministro da Defesa, Raul Jungmann. “Precisamos criar base para ter uma previsibilidade para garantir desembolso de recursos que deem continuidade, em um ritmo adequado, dos projetos estratégicos evitando que projetos que deveriam durar cinco, seis anos, não durem 20 ou 30 anos, como estamos vendo hoje.”

Em pouco mais de um ano de governo, o presidente Michel Temer triplicou os investimentos nas Forças Armadas. O mais importante e imponente navio da Marinha do Brasil foi "homologado" faz alguns dias –isto é, está agora plenamente operacional, o que foi obtido durante uma viagem de ida e volta entre o Rio de Janeiro e Santos, no litoral paulista. O Navio Doca Multipropósito Bahia está apto a cumprir todas as missões que sua exótica denominação define.

Mas este não foi o único avanço. Depois de anos "rolando com a barriga" seu programa de construção de um submarino de propulsão nuclear por falta de recursos, a Marinha do Brasil está finalmente no rumo para colocá-lo em atividade. Além dele, haverá quatro modelos convencionais modernos –o primeiro dos quais deve ser lançado ao mar no ano que vem.

O primeiro, já batizado Riachuelo, deve ser lançado ao mar no segundo semestre de 2018. Os três outros –Humaitá, Tonelero e Angostura– devem ser lançados em 2020, 2021 e 2022. Os investimentos feitos nos últimos 20 meses cobriram parte da negligência dos governos anteriores nos últimos 15 anos com as Forças Armadas, avalia um dos membros da Cúpula da Defesa Militar. "Sem os investimentos feitos ao longo de 2017, a intervenção federal no Rio de Janeiro não seria possível hoje, Os investimentos nas Forças Armadas cresceram mais de 20% desde 2015 e chegaram a mais de R$ 94 bilhões no ano passado", diz o oficial.

"Além disso, o presidente Michel Temer devolveu aos comandantes militares as competências administrativas retiradas durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. A petista havia subtraído, por decreto, os poderes de gestão de cada uma das forças armadas, retirando dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica a autoridade para gerir suas próprias forças. Uma das primeiras iniciativas do presidente Michel Temer foi justamente revogar o decreto 8.515 imposto por Dilma, lembra o oficial. Não foi por acaso que Temer foi o primeiro presidente da história da República a se reunir com a cúpula do Conselho de Defesa Nacional"







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