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PT apavorado com provas que ainda serão entregues por Marcelo Odebrecht e o que ainda deve sair do sistema de propinas da empreiteira



Embora tenha migrado para o regime de prisão domiciliar, o empresário Marcelo Odebrecht ainda é um colaborador da Operação Lava Jato e tem o compromisso de fornecer provas sobre vários aspectos que lhe garantiram a celebração de um acordo de delação premiada.

Condenado a 31 anos e 6 meses de prisão em dois processos, pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa, Marcelo ainda tem uma pena longa a ser cumprida, após passar 2 anos e seis meses preso em Curitiba.  O empresário tem ainda pela frente mais 2 anos e 6 meses em regime fechado diferenciado,  em casa e monitorado por tornozeleira eletrônica;
2 anos e 6 meses em regime semiaberto diferenciado: quando poderá sair de casa, mas se recolher durante a noite e aos fins de semana e feriados. 2 anos e 6 meses em regime aberto diferenciado: pode sair, mas deve passar os fins de semana e os feriados em casa.

Para não voltar para a prisão, Marcelo deve seguir cooperando com a Lava Jato durante os próximos anos. Há poucos dias, empreiteiro entregou à Operação Lava-Jato uma nota fiscal e um comprovante de pagamento à produção do filme “Lula, o filho do Brasil”. O financiamento do longa é alvo de investigação da PF (Polícia Federal). Esta semana, o empresário entregou uma série de e-mails que ajudaram a enterrar o ex-presidente Lula ainda mais em dois processos em que o petista figura como réu na 13.ª Vara Federal de Curitiba.

Nos e-mails entregues por Marcelo Odebrecht ao juiz Sérgio Moro esta semana, executivos detalham contas de propina de Lula administradas pel ex-ministro Antonio Palocci até mesmo um cronograma das obras do sítio de Atibaia. O PT teme que o empresário prossiga ser processo de delação devastando ainda mais o partido e seus integrantes. Esta é a única garantia que o empresário tem para continuar vivendo em sua mansão em São Paulo.

Outro temor entre os integrantes do PT está relacionado ao que pode sair dos sistemas de propina da Odebrecht, o Drousys e o My Web Day, cujos dados foram finalmente extraídos pelos peritos da Polícia Federal. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Marcos Camargo, o que foi analisado até o momento é apenas a “ponta do iceberg”.

Segundo Camargo, a perícia abriu novas áreas de interesse da Lava Jato por ter acessado documentação antes desconhecida, como 32,6 mil relatórios financeiros e contábeis da empreiteira.

O laudo divulgado na semana passada foi realizado por ordem de Sergio Moro, que acolheu pedido da defesa de Lula. “A partir de então, desenrolou-se um novelo gigantesco. É uma caixa de Pandora, dali vai sair de tudo”, disse o presidente da associação.

Uma das primeiras vítimas da alta cúpula do PT desta nova onda devastadora da Odebrecht sobre o partido foi o ex-ministro Jaques Wagner, que  governou o estado entre 2007 e 2014. Principal alvo da Operação Cartão Vermelho, a PF apontou que o petista embolsou cerca de R$ 82 milhões em um esquema criminoso de desvios durante  obras do estádio Arena Fonte Nova.

Entre os próximos alvos podem estar o ex-líder do PT do Senado, Humberto Costa (PE), que, segundo delatores teria recebido quase R$ 600 mil em propina da Odebrecht para o financiamento de sua campanha em 2010.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que teria recebido R$ 4,5 milhões não declarados nas campanhas de 2008 e 2010 do departamento de propina da Odebrecht, segundo relato de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o BJ, ex-presidente da construtora.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) aparece em um pedidos de inquérito enviado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com base em delações de ex-executivos da Odebrecht. Ela é suspeita de receber pagamentos para três campanhas eleitorais, segundo os delatores da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Marcelo Bahia Odebrecht e Valter Luis Arruda Lana.

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