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PSOL entra com recurso no STF para anular intervenção federal no Rio



A intervenção federal no Rio de Janeiro não está incomodando apenas os membros do crime organizado, os maconheiros e os policiais corruptos que ficaram sem suas comissões das bocas de fumo. O PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), partido do pré-candidato à Presidência da República Guilherme Boulos, acaba de entrar com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo a anulação do decreto presidencial que determinou a intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro.

O partido, que funciona como uma linha auxiliar do PT e é o preferido dos artistas órfãos da Lai Rouanet como Wagner Moura, Caetano Veloso e outros chorosos pela queda de Dilma, afirma que que a intervenção tem caráter eleitoral e é uma medida desproporcional e inadequada, além de não haver previsão na Constituição para uma intervenção parcial. Obviamente, os integrantes do partido ignoram que sem a retaguarda constitucional, a intervenção jamais poderia ter sido colocada em prática.

Segundo o PSOL, "As pretensões eleitorais do edito interventivo são nítidas e fartamente noticiadas. Este escuso motivo, porém indisfarçável intenção, aliado à desproporção da medida e a sua falta de economicidade, dizem do flagrante desvio de finalidade do decreto de intervenção", diz o partido na Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade).

Ao que tudo indica, o PSOL parece ter mais conhecimento de causa que 95% do população do Rio, que sofria com a escalada nos índices de violência quando o presidente Michel Temer (MDB) decretou a intervenção no dia 16 de fevereiro.

Temer nomeou como interventor o general do Exército Walter Braga Netto, que assumiu rodas as atribuições  das forças de segurança do Estado, acumulando sob seu comando a Secretaria da Segurança e a de Administração Penitenciária, com PM, Polícia Civil, bombeiros e agentes carcerários. Os postos chave da Segurança Pública no estado estão agora sob o comando de Generais do Exército, que estão promovendo uma verdadeira faxina na banda podre da polícia carioca.

Antes da intervenção, o Rio aparecia em 10º lugar entre as cidades mais violentas do país, atrás de Sergipe, Rio Grande do Norte, Alagoas, Pará, Amapá, Pernambuco, Bahia, Goiás e Ceará. Nos próximos meses, será possível realizar uma avaliação prévia dos resultados da intervenção no estado.

O PSOL também queria a volta de Dilma, a volta da Lei Rouanet, a volta do imposto sindical obrigatório, que Lula não fosse preso e um monte de coisas com as quais boa parte da população não concorda. 

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