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Procuradoria da República no Distrito Federal quer revirar podres da Dilma terrorista



A Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF) pretende rever todo o caso dos e-mails atribuídos à ex-presidente Dilma Rousseff, por meio dos quais ela teria alertado João Santana e Mônica Moura sobre os avanços da Lava-Jato

A PRDF solicitou autorização para retirar cópia do processo, em caso de arquivamento, com a finalidade de instaurar um procedimento investigatório criminal – equivalente a um inquérito da Polícia Federal (PF) – para apurar se Dilma alimentou esses e-mails, de onde alimentou (Palácio do Planalto, Palácio da Alvorada ou qualquer outro espaço) e se obstruiu a Justiça com o gesto. Isso significaria, na prática, uma nova investigação, distinta da que foi feita pela Procuradoria Geral da República (PGR) na gestão de Janot.

O caso de Dilma foi parar na primeira instância, já não que havia mais nenhuma autoridades com foro privilegiado entre os denunciados. Nos autos que foram remetidos pelo STF à Justiça Federal em Brasília, Dilma é acusada pelo no crime de obstrução de investigação que envolve organização criminosa, combinado com o concurso material de crimes (“três vezes”), previsto no Código Penal. O procurador argumentou que os três episódios citados na denúncia não estão conectados, de forma a justificar uma mesma acusação à Justiça. A instauração de um novo procedimento de investigação serviria para esclarecer os fatos, conforme o procurador.

Entre as primeiras diligências previstas,  está um pedido de informações ao Arquivo Nacional sobre os registros existentes a respeito da militância de Dilma contra a ditadura militar. Isto porque os e-mails supostamente utilizados para a comunicação entre a então presidente e a mulher do marqueteiro trazem uma referência a um episódio na ditadura, segundo a denúncia de Janot.

“Em agosto de 2015, Dilma Vana Rousseff criou as contas de correio eletrônico 2606alvarina@gmail.com e 2606iolanda@gmail.com, compartilhando a respectiva senha com Mônica Moura”, cita a denúncia. “Ambas passaram a utilizar tal correio eletrônico para trocar mensagens cifradas sobre a Operação Lava-Jato. As mensagens não eram enviadas para evitar monitoramento e rastreamento, mas eram apenas escritas e salvas como rascunhos”, continua.

Segundo a denúncia, o número “2606” é uma referência “à data de 26 de junho de 1968, em que o grupo Vanguarda Popular Revolucionária, integrado por Dilma Rousseff, praticou um atentado com carro-bomba em um quartel em São Paulo, durante ditadura militar”. “Ademais, ‘Iolanda’ Barbosa era o nome da esposa do general Costa e Silva, presidente da República na época. Tais circunstâncias indicam a efetiva relação entre a situação e Dilma”, diz o procurador-geral na denúncia. A PRDF quer os dados do Arquivo Nacional para verificar se a petista efetivamente militou na VPR.

Em outra frente de investigação, o procurador que ouvir novamente Mônica Moura. A denúncia da PGR diz que, nas proximidades de ela e o marido serem presos pela PF na Lava-Jato, Dilma escreveu a seguinte mensagem, em 19 de dezembro de 2015: “O seu grande amigo está muito doente. Os médicos consideram que o risco é máximo. O pior é que a esposa, que sempre tratou dele, agora está com câncer e com o mesmo risco. Os médicos acompanham os dois, dia e noite.” “Tratava-se de um aviso antecipado sobre a prisão do casal de publicitários. Na época, a advertência foi, ainda, reiterada por meio de telefonemas feitos por Dilma e Mônica em 20 e 21 de dezembro”, escreveu Janot.

Outra diligência possível é a solicitação de informações à Google – empresa dona do Gmail – sobre de qual IP partiu o registro dos e-mails e do conteúdo nos rascunhos. Isto permitiria verificar se partiu de algum computador dos Palácios do Planalto e da Alvorada. A medida pode ser adotada após as primeiras diligências previstas.

“Os dados telefônicos obtidos no mesmo feito confirmaram diversos telefonemas trocados entre Mônica Moura e terminais cadastrados em nome da Presidência da República no período dos fatos”, afirma a denúncia da PGR. Os alertas serviram para João e Mônica se precaverem contra buscas e apreensões e prisões, conforme a denúncia original. Eles acabaram presos em 23 de fevereiro daquele ano, numa fase da Lava-Jato deflagrada no dia anterior – mesmo dia do segundo conteúdo da suposta comunicação via rascunho do Gmail. A investigação, que está parada há quase um ano, pode revelar novos fatos embaraçosos sobre a atuação de Dilma durante o exercício da Presidência da República.

Com informações de O GLOBO

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