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Peritos da PF defendem quebra de sigilo bancário de Dilma e de outros petista por propina de US$ 15 milhões em refinaria



Peritos criminais da Polícia Federal na Lava Jato confirmaram por meio de dois laudos inéditos pagamento de propina de US$ 15 milhões a agentes públicos por conta da aquisição da refinaria de Pasadena pela Petrobras, informa a Folha de São Paulo.

Segundo a publicação, os peritos apontam para a necessidade da quebra dos sigilos bancário e fiscal da ex-presidente Dilma Rousseff, então ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, e dos conselheiros Antonio Palocci e Sérgio Gabrielli, ex-presidente da estatal.

Segundo a Folha, o objetivo da quebra de sigilo dos investigados é “prosseguir as análises e verificar a extensão das responsabilidades e/ou benefícios indevidamente obtidos ou eventualmente prometidos”. Com os dados até aqui obtidos pela perícia, nenhum dos conselheiros foi acusado de receber propina. Segundo o laudo, eles “não agiram com o zelo necessário à análise da operação colocada sob sua responsabilidade” no caso da aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

De acordo com a perícia, de 270 páginas, feita pelo Setec (Setor Técnico-Científico) da PF do Paraná e anexada na semana passada a um inquérito da Lava Jato, a compra teve um ágio de US$ 741 milhões, “cerca de 783% acima do valor de avaliação dos ativos nas condições em que se encontrava” a refinaria.

Desse valor, segundo a PF, no máximo US$ 324 milhões “teriam algum fundamento econômico, pois estavam lastreados em documentos de avaliação”.

A Polícia Federal já identificou que outros envolvidos foram beneficiados pelo esquema, como Luis Carlos Moreira da Silva, ex-gerente executivo de desenvolvimento de negócios da Petrobras, que teria recebido R$ 444 mil  por meio de uma “triangulação dos recursos”. Segundo a PF, foram “encontradas transações financeiras entre os investigados [e] inconsistências em dados patrimoniais e financeiros”. Dai a necessidade da quebra do sigilo de outros envolvidos na transação que causou um prejuízo bilionário ao país.

A Folha aponta que "O patrimônio declarado de Silva saiu de R$ 438 mil, em dezembro de 2005, para R$ 12 milhões no final de 2013. Num espaço de 11 anos, Silva declarou R$ 27 milhões em rendimentos"

Segundo a perícia, Silva e outro funcionário da Petrobras “participaram de forma decisiva, seja por ação ou por omissão, de todas as irregularidades perpetradas no processo de aquisição dos primeiros 50% dos ativos” da refinaria de Pasadena.

Outro funcionário da Petrobras, Agosthilde Mônaco de Carvalho, se tornou colaborador da Lava Jato. Ele confirmou a propina de US$ 15 milhões “a título de comissão”, dos quais ficou com US$ 2,6 milhões. Parte do dinheiro, segundo ele, foi recebida no escritório de Silva.

No último dia 15, o juiz Sérgio Moro acolheu a denúncia contra empresários e funcionários da Petrobras, incluindo Preciado, Silva, Comino e Tavares.

A assessoria de Dilma Rousseff informou que ela não se manifestaria sobre a sugestão para a quebra de seus sigilos.

Com informações da Folha de São Paulo

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