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Palocci está chorando na prisão. Após tentar acordo meia boca, novos podres do PT de Dilma e Lula comprovam que não falou tudo que sabe



O ex-ministro Antonio Palocci, preso em Curitiba desde setembro de 2016, quando foi alvo da 35ª fase da Lava Jato, a Operação Omertà, não conseguiu prosperar com suas promessas fajutas de delação premiada. Dando uma de bonzinho, o petista chegou a prometer ao juiz Sérgio Moro, de livre e espontânea vontade, muitos detalhes sobre os crimes em que esteve envolvido desde a fundação do PT.

Na ânsia de mostrar serviço a Sérgio Moro, Palocci falou que Lula tinha um "pacto de sangue" com Emilio Odebrecht que envolvia um "pacote de propina": um terreno para o Instituto Lula, o sítio para uso da família do ex-presidente, além de R$ 300 milhões, e que Lula sabia que se tratava de dinheiro sujo.

Desde então, Palocci chegou a escrever uma cartinha desaforada 'fustigando' os ex-presidentes Lula e Dilma, mas sem revelar nada de concreto. Condenado a 12 anos e 2 meses de prisão em apenas um de seus processos, Palocci foi responsabilizado por um crime de corrupção passiva e dezenove crimes de lavagem de dinheiro, escreveu Moro, em sua sentença.

Em proposta de delação premiada entregue ao Ministério Público Federal, Palocci também teria dito que o ditador líbio Muammar Gaddafi doou secretamente US$ 1 milhão para a campanha presidencial de Lula em 2002.

Neste jogo de cena, com acusações que podem não render nada para ninguém, o próprio Lula admitiu que Palocci teria uma fortuna e estaria disposto a tudo para se safar da cadeia. "É uma pena. A história dele se esvaiu com isso. O Palocci demonstrou gostar de dinheiro. Quem faz delação quer ficar com uma parte daquilo de que se apoderou. Não vejo outra explicação", afirmou Lula em resposta às acusações de Palocci.

Mas ao que tudo indica, Palocci estava escondendo o jogo ao tentar um acordo de delação meia boca. O ex-ministro caiu de novo na Lava Jato, agora na Operação Buona Fortuna, 49.ª fase da maior investigação sobre corrupção do mundo. A operação teve como alvo principal o ex-ministro Antonio Delfim Netto, acusado de receber propina de até R$ 15 milhões em um gigantesco esquema de corrupção na criação de consórcios de empreiteiras que participariam das obras da Usina de Belo Monte, durante parte dos governos de Lula e Dilma.

Segundo o procurador Athayde Ribeiro Costa, do Ministério Público Federal, Palocci foi o ‘porta-voz’ de propinas sobre as obras da Usina de Belo Monte para o ex-ministro da Fazenda da ditadura Antonio Delfim Netto e para o PT.

Longe de seu em apartamento de luxo na Alameda Itu, no bairro Jardins, em São Paulo, o humor do ex-ministro mudou bastante, desde a deflagração da Operação Buona Fortuna na semana passada. Outro fator que tem incomodado o ex-ministro petista nos últimos dias são os dados obtidos por peritos da Polícia Federal no sistema My Web Day, a caixa-preta de propinas da Odebrecht. O nome do "Italiano" está relacionado com outros fatos que Palocci jamais mencionou.

Pelo visto, Palocci vai continuar chorando na cadeia, longe de seus milhões, onde quer que estejam. 

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