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O mico do século. Na ânsia por expor Temer, Barroso pode passar vergonha ao acusar defesa do presidente de ter tido acesso a dados sigilosos



Com o estardalhaço habitual, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, mandou quebrar o sigilo bancário do presidente Michel Temer esta semana. Em nota, o presidente informou que soube da notícia através da imprensa, assegurando que recebeu a notícia com tranquilidade e que não tem nada a temer.

Na sequência, os advogados de Temer resolveram pedir  a Barroso para ter acesso ao procedimento, no caso, a própria ação cautelar que tramita paralelamente ao inquérito em que o ministro determinou a quebra do sigilo bancário do presidente.

Logo em seguida, Barroso publicou um despacho acusando a defesa de Temer de ter tido acesso a dados sigilosos relativos à quebra de seu sigilo e mandou investigar o vazamento de supostas informações à defesa do presidente. Barroso afirmou que a defesa do "Presidente da República revela conhecimento até mesmo dos números de autuação que teriam recebido [no sistema do STF] procedimentos de investigação absolutamente sigilosos”, escreveu Barroso em seu despacho que foi divulgado pela imprensa com estardalhaço. “Diante de novo vazamento, determino [que] seja incluída na investigação [...] a apuração das responsabilidades cabíveis.”, escreveu Barroso, faltando quebrar a caneta, como se diz.

A sede de Barroso pode expô-lo a um grande vexame. Procurada, a defesa de Temer disse que as informações citadas foram obtidas no site do próprio Supremo. “A defesa do presidente da República esclarece que os números citados nas petições, requerendo acesso a procedimentos de eventual quebra de sigilo bancário, foram obtidos em consulta ao ‘Diário de Justiça Eletrônico’, disponível no site do excelso Supremo Tribunal Federal”, disse nota da Presidência.

Ainda segundo a assessoria de Temer, “por se tratar de informação pública, não se trata de hipótese de vazamento de informações”.

Confirmada as alegações da defesa do presidente, Barroso corre o risco de figurar na galeria do STF como autor do mico do século. Não há absolutamente nenhum registro na história da República qualquer equívoco com esta magnitude.

Barroso, que nunca adotou qualquer medida similar contra a ex-presidente Dilma, apontada por delatores como conhecedora dos desvios bilionários na Petrobras e beneficiária de milhões em dinheiro roubado gasto em suas campanhas, estaria com sede de encontrar algo para incriminar o presidente. Até o momento, após um ano de investigação, nada foi encontrado. A quebra do sigilo bancário de Temer foi vista como uma atitude de alguém desesperado, fora de controle. A tranquilidade com que o presidente reagiu à notícia parece ter irritado ainda mais Barroso, o que o teria levado ao gesto precipitado. 

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