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Novo diretor-geral da PF deve jogar pesado contra blindagem de Janot e Marcelo Miller



O temor de setores da Procuradoria-Geral da República de que o antigo ex-diretor-geral da PF, Fernando Sgovia aprofundasse a investigação envolvendo o ex-PGR, Rodrigo Janot e seus auxiliares no caso do acordo com os criminosos da JBS pode ser amplificado substituição no posto.

Segundo O GLOBO, o diretor-geral da PF, Rogério Galloro, teve um encontro que durou mais de uma hora com a atual PGR, Raquel Dodge, na presença ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

O encontro entre os chefes da PF e da PGR na na presença ministro da Segurança Pública, pasta à qual a PF passou a ser subordinada recentemente, pode ser entendido como uma reunião para aparar arestas e apontar novas diretrizes. Mas ao que tudo indica, esta não foi uma reunião convencional. Além de ser a primeira vez que Dodge se reúne com um diretor da PF, lembra a publicação, o diretor-geral interrompeu uma reunião com todos os superintendentes na sede da PF para ter esta conversa na sede da Procuradoria-Geral.

Enquanto setores do Judiciário e do MPF encaram com extrema naturalidade a liberdade do ex-procurador da República envolvido até os ossos com os criminosos da JBS, Marcelo Miller, a sociedade e setores do governo se sentem incomodados com tanta impunidade. Outro fato estranho é a ida do ex-PGR, Rodrigo Janot, para uma temporada de 6 meses na Colômbia. É fato que os interesses corporativos tentam blindar nomes de integrantes visando proteger a imagem de suas instituições. Resta saber se a PF pretende permitir que o MPF continue blindando Janot e Miller.

Até hoje não se sabe se Segovia caiu por tentar blindar Temer ou se estava chegando perto da podridão envolvendo o acordo de delação com os criminosos da JBS-Friboi. Pelo menos, os mesmos setores que o atacaram durante a sua curta temporada no comando da PF foram os mesmos que patrocinaram o vergonhoso acordo dos açougueiros criminosos de Goiás.


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