linkaki

Não há como vencer a guerra sem conhecer o inimigo. O povo brasileiro é manipulado a lutar a batalha errada



O Brasil padece há décadas por causas tão óbvias, que é mesmo surpreendente que a população ainda não tenha se dado conta de quem são os verdadeiros inimigos do povo.  Muitos imaginam que são os grupos de comunicação. Outros, preferem culpar toda a classe política. Há ainda aqueles que tentam atribuir as mazelas do país à corrupção e até mesmo ao próprio povo, sobretudo aos mais pobres e menos escolarizados. E neste jogo de manipulação, no qual a sociedade tenta travar uma batalha inglória contra um inimigo oculto, que o Brasil vai às urnas em outubro de 2018.

Sem saber de onde partem os golpes,  o povo povo não consegue compreender que a causa de seu descontentamento provém de problemas criados por um grupo particular de pessoas: as castas formadas por servidores, políticos, membros do Judiciário e do Ministério Público que compõem a parcela mais rica da nação, mas que se recusa a abrir mão dos privilégios vergonhosos, dos salários exorbitantes e das mordomias infindáveis, como o auxílio-moradia.

Incluindo as despesas com a Previdência, o Governo é obrigado a gastar 93% de todo o dinheiro que arrecada do contribuinte para bancar a farra acelerada pelos governos anteriores, que para atender a interesses corporativos, elevaram os salários destes grupos acima da média do trabalhador da iniciativa privada. De tudo que o povo paga em impostos, sobra apenas 7% para investimentos em saúde, educação, segurança, etc. Não há margem para reduzir impostos, a não ser que o governo entre nos míseros 7% que restam do orçamento. Na verdade, os impostos são altos não por conta dos serviços prestados pelo Estado à sociedade, mas sim para garantir a vida boa mais de 1 milhão de ricos, entre os mais de 2 milhões de servidores públicos. Gente que tem tudo 'na faixa', como passagem de avião na primeira classe, refeições, moradia, gasolina, paletó, escola para si e para os filhos até 24 anos, férias de 60 dias, salários altíssimos e gratificações indecentes. Há casos no país em que juízes recebem contracheques de mais de R$ 100 mil.

Com o apoio da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, CNJ liberou mais um penduricalho vergonhoso aos juízes do Rio esta semana. O pagamento de adicional no salário aos juízes do Rio por audiências de custódia será retomado, após decisão tomada no dia 06 de março pelo plenário do CNJ, incluindo o voto favorável da presidente do Supremo e do colegiado, ministra Carmén Lúcia. O benefício garante R$ 9,6 mil aos juízes por mês e custa cerca de R$ 50 milhões ao ano para os cofres públicos. Votaram a favor além de Cármen Lúcia, os conselheiros Valtercio de Oliveira, Daldice Santana, Iracema do Valle, Arnaldo Hossepian, Rogerio Nascimento, Luciano Frota, Fernando Matos, Aloysio Corrêa e o corregedor geral de justiça, João Otávio de Noronha, do STJ.

Impotente diante de tantos descalabros com o dinheiro do contribuinte, parte da população se sente desestimulada a lutar por dias melhores. Não é por acaso que mais da metade dos brasileiros se revela apática em relação às eleições presidenciais deste ano. A falta de confiança nas instituições e nos políticos decorre justamente na crença de que quase todos vão continuar coniventes com as castas de privilegiados. O parasitismo de uma parcela da classe política em relação ao desequilíbrio da distribuição de riquezas oriundas do esforço do sociedade ficou claro no episódio da reforma da Previdência. Esta semana, juízes de todo o país prometem uma greve para garantir a manutenção do auxílio-moradia. Eles acham justo que o povo pague para que eles morem em suas próprias casas. No total, são cerca de 17 mil juízes, 18 mil procuradores da República e cerca de 11 deputados que recebem o auxílio-moradia, mesmo tendo casa própria nos locais em que atuam. Isto custou ao contribuinte mais de R$ 5 bilhões nos últimos anos.

No caso dos parlamentares, a situação é ainda mais vergonhosa. Mesmo com  84 apartamentos funcionais vazios na capital federal, a Câmara gasta mais de R$ 4 milhões por ano em auxílio-moradia, o que representa uma despesa dupla para o contribuinte. Só com a manutenção dos  84 apartamentos funcionais vazios, a Câmara gastou R$ 9,5 milhões nos últimos quatro anos. O que um parlamentar recebe de auxílio-moradia para morar em sua própria casa dá para comprar praticamente outro apartamento, para ele, ao longo de um mandato.

Estes são os verdadeiros inimigos do povo. Aqueles que drenam sem dó nem piedade o dinheiro do contribuinte. Aqueles que defendem privilégios de categorias, aqueles que foram contra o regime ÚNICO e igualitário na previdência para TODOS os Brasileiros. Os donoso do dinheiro do contribuinte brasileiro formam uma oligarquia que não abre mão de privilégios e regalias vergonhosas, ditas 'legais'.

E foram justamente os políticos que agora buscam a eleição os criadores de todos os privilégios e penduricalhos que a atual administração tenta combater. Para se ter uma ideia, o governo pagou, apenas em 2017, nada menos que R$ 23,2 bilhões de bônus para servidores federais. Cerca de 500 mil dos 633 mil funcionários do Executivo receberam gratificação por desempenho para exercer funções para as quais foram contratados.

Segundo o Estadão, "Os dados foram revelados por um levantamento do Ministério do Planejamento a pedido do Estadão/Broadcast. A remuneração extra é uma prática disseminada entre o funcionalismo: cerca de 500 mil dos 633 mil servidores da ativa ganham esse tipo de prêmio para exercer a função pela qual já recebem salário. Os aposentados também são contemplados, embora não estejam mais exercendo as atividades".

"As gratificações foram criadas para premiar a performance dos funcionários públicos, mas acabam funcionando como um aumento de remuneração, sem estarem atreladas a qualquer tipo de avaliação. No setor privado, o bônus é usado para incentivar o trabalhador a melhorar seu desempenho", mas nada tão generoso quando o que ocorre na administração pública.

A Folha confirmou o total das "despesas do governo federal com gratificações por desempenho de seus funcionários atingiram a cifra de R$ 42,3 bilhões em 2017. A partir de uma lei de 2008, ampliou-se na administração federal a concessão de bônus associados a metas para os resultados obtidos pelos servidores e pelos departamentos a que pertencem. A iniciativa, entretanto, continha vícios desde sua origem.

Vivia-se o auge da bonança orçamentária do governo Luiz Inácio Lula da Silva, e o comando petista se empenhava em atender a demandas do funcionalismo —cujos sindicatos estão entre as bases mais influentes do partido.

Em vez de instrumento para premiar órgãos e funcionários mais diligentes, as gratificações logo passaram a ser encaradas como parte da remuneração fixa de todos".
"
Ainda segundo a Folha, ainda restam providências óbvias a serem tomadas na busca por eficiência no serviço público. "Destacam-se entre elas a profissionalização dos gestores, prejudicada pelo excesso de cargos sujeitos a indicações políticas, e a redução do alcance da estabilidade no emprego" e outras providências que o governo tenta tomar há dois anos, mas é impedido pelos congressistas que se valem da militância profissional e de dedicada dos servidores em todo o país, além de possíveis 'doações' destes grupos coesos. No artigo, há o reconhecimento de que a cultura de corporativismo e defesa de privilégios a enfrentar  se mostrado um desafio inglório. O dinheiro do contribuinte tem dono.

Este dinheiro é drenado por força de Lei aprovada ao longo dos últimos governos para favorecerem servidores, que em tempos de eleições, se convertem em militantes.

Derrotado na reforma da Previdência, que previa igualar o teto dos benefícios para servidores e trabalhadores da iniciativa privada, o governo teve uma única vitória contra as regalias garantidas a servidores ao cortar o salário inicial de aprovados em concursos públicos de R$ 17 mil para R$ 5 mil. O governo foi claro ao demonstrar que os funcionários públicos recebem, em média, o triplo de um profissional do mercado privado em ocupações de níveis fundamental e médio. No caso de cargos de nível superior, a média é mais que o dobro.

Apenas esta medida deve representar uma economia de R$ 70 bilhões em dinheiro do contribuinte. Antes, um jovem recém formado com pouco mais de vinte anos de idade já ingressava no serviço público com um salário de  R$ 17 mil. Agora, levará ao menso 15 anos para alcançar esta remuneração.

Nestas eleições, é importante que o eleitor tenha consciência sobre quais são as causas e quem são os patrocinadores do desequilíbrio da distribuição de riquezas do país. Aqueles candidatos que não se comprometerem a acabar com privilégios vergonhosos e combater as desigualdades no sistema previdenciário, não merecem a confiança do povo. Os que estão comprometidos com categorias e castas de privilegiados não poderão assumir estes compromissos publicamente. Quem defende que uns brasileiros são melhores que os outros não merece governar o país

Informe seu Email para receber notícias :