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Não adiantou Lula xingar, ameaçar e contratar mil advogados. TRF-4 e STJ confirmam que Sérgio Moro está certo



Não adiantou xingar. Não adiantou tentar intimidar. Não adiantou contratar advogados caros. A eficiência do juiz federal Sérgio Moro em processar as informações colhidas pela força-tarefa da Lava Jato sobre o ex-presidente Lula tem se revelado incontestável.

Logo que colheu a denúncia contra o petista no caso do triplex do Guarujá, Lula lançou mão de todos os recursos políticos, midiáticos e partidários para atacar o trabalho do juiz responsável pela 13.ª Vara Federal do Curitiba. Moro não se intimidou com o poderio de Lula, um homem influente nos meios de comunicação, nos meios políticos e nos Tribunais do país. Jornalistas, artistas e políticos como FHC se manifestaram em defesa do petista, numa campanha nacional que visava constranger Sérgio Moro em todas as frentes.

O magistrado ignorou toda a pressão e condenou Lula a uma pena de 9 anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Zeloso de seu trabalho, paciente e ciente de que poderia se tornar alvo de ataques ainda mais hostis, Moro foi cauteloso e evitou pedir a prisão preventiva do condenado. Bem que poderia, mas o receio de que algum ministro do Supremo Tribunal Federal o desautorizasse mandando soltar Lula, Moro preferiu aguardar que o caso julgado por ele fosse ratificado pelas instâncias superiores.

Na sequência, os três desembargadores da 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, o TRF-4, confirmaram a condenação de Lula por unanimidade e ainda elevaram sua pena para 12 anos e um mês em regime fechado. O aumento da pena foi atribuído ao fato de Lula ter sido o mandatário máximo da nação, eleito pelo povo, com plenos poderes para frear esquemas de corrupção em seu governo. No lugar de agir em defesa dos interesses do povo, já que era o fiel depositário da confiança de toda uma nação, Lula achou melhor se locupletar do dinheiro do contribuinte, encorajando a sangria dos cofres públicos em troca de vantagens indevidas.

A reação de Lula e do PT diante da confirmação tão categórica de sua condenação foi mais tímida. Ninguém foi para as ruas defender o petista. Seus subordinados se limitaram a protestar nas Redes Sociais e nas Tribunas do Congresso Nacional. Humilhados por derrotas tão contundentes, Lula e o PT resolveram apostar na contratação de mais advogados, influentes nas cortes superiores, para tentar obter um habeas corpus preventivo para evitar a prisão.

A primeira etapa desta iniciativa também fracassou. Por unanimidade, os cinco ministros que compõem a 5º Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negaram nesta terça-feira, 06, o Habeas Corpus preventivo para o petista. A reação de Lula e de seus subordinados agora foi de estupefação diante da realidade que se avizinha.

A disposição da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, em não pautar qualquer decisão que tenha como objetivo beneficiar o ex-presidente tem deixado Lula e seus subordinados em pânico. Na manhã desta mesma terça-feira, A senadora Gleisi Hoffmann reuniu um grupo de deputadas e senadoras do PT e seguiram para o STF dispostas a resolver a situação 'na marra', informou o G1.

Sem marcar audiência, elas subiram ao terceiro andar, onde está o gabinete da ministra Carmen Lúcia, que não estava no local naquele momento, mas as subordinadas de Lula não arredaram o pé do local. Quando a presidente do STF chegou, se deparou com aquela situação grotesca, mas acabou  concordando em receber as petistas em  em seu gabinete, apesar da opinião contrária de alguns colegas.

Gleisi Hoffmann e sua turma foi dar um ultimato e exigir que Cármen Lúcia pautasse o julgamento do pedido de habeas corpus preventivo de Lula. A presidente do STF ouviu as petistas, mas não se comprometeu em 'apequenar' a Corte apenas para livrar a pele de um criminoso condenado que é réu em mais seis ações penais.

Não fosse a determinação, capacidade técnica e excepcional acuidade do juiz federal Sérgio Moro. Lula teria tirado este processo de letra. Os pareceres do magistrado da Lava Jato prevaleceram sobre o espetáculo do criminoso condenado. Lula caminha para a prisão.

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