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Moro poderia decretar a prisão de Lula hoje, não fosse a cumplicidade do STF com o petista e a impunidade



O juiz Sérgio Moro poderia decretar a prisão do ex-presidente Lula nesta terça-feira, 27 de março, não fosse a providência tomada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, que concederam um salvo-conduto ao petista na última quinta-feira, 22, proibindo a Justiça de prendê-lo.

Nesta segunda-feira, 27, o Tribunal Federal Regional da 4.ª Região de Porto Alegre negou o último embargo de Lula e encerrou a jurisdição sobre o processo do triplex do Guarujá, no qual o petista foi condenado a 12 anos e um mês de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Como o placar dos votos dos três desembargadores foram contrários ao embargo de Lula, uma ata da sessão poderia ser publicada em até 24 horas após o final da jurisdição do caso do triplex no TRF-4.A partir dessa publicação, o juiz Sergio Moro poderia determinar a prisão imediata de Lula.

O STF deve se reunir no dia 4 de abril para julgar o mérito do habeas corpus no qual Lula pede para não ser preso. Caso o colegiado respeite o entendimento em vigor no país sobre a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância, O TRF-4 deve autorizar que juiz Sérgio Moro decrete a prisão de Lula no dia seguinte.

Lula se tornou ficha suja e inelegível após a condenação em segunda instância. Além deste processo, já finalizado, o petista ainda é alvo de outras seis ações penais acusado de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de influência. Lula ainda é alvo de outros procedimentos investigatórios envolvendo desvios no BNDES, venda de medidas provisórias e corrupção internacional.

Tecnicamente, Lula será preso cedo ou tarde, tendo em vista seu vasto histórico de ações criminosas atribuídas a ele pelas autoridades do país. A sanha de alguns ministros do STF em livrá-lo da prisão agora tem como pano de fundo a possibilidade de garantir ao petista a oportunidade de disputar a eleição presidencial em outubro. Uma vez eleito, Lula se livraria de qualquer condenação por pelo menos quatro anos que ocupar a Presidência da República. Ao fim deste mandato, praticamente todos seus crimes estariam prescritos e o petista jamais seria preso. É isto que querem aqueles que tentam livrar Lula da prisão de qualquer jeito este ano. 

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