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Moro chama atenção para ilusões que as pessoas tem sobre alguns ídolos



O juiz federal Sérgio Moro voltou a defender o fim do foro privilegiado e alertou para a idolatria de políticos, durante debate em Nova York neste fim de semana. Moro defendeu o fim do foro especial, dizendo que ele deve ser mantido só para o presidente. Sem mencionar o ex-presidente Lula ou qualquer outro político, Moro disse ainda que as pessoas têm ilusões sobre alguns ídolos, mas é hora de encararem a verdade. "Se você for ao processo, vai ver que ninguém está sendo investigado ou julgado por causa de sua opinião política, mas por causa de lavagem de dinheiro, propina, atos criminosos.

Entusiasmado com os avanços no país no combata à corrupção e a criminalidade, Moro falou ainda em novo espírito que toma os tribunais brasileiros no rastro da Lava Jato. O povo não está insatisfeito com a democracia, está insatisfeito com os problemas da democracia "As pessoas começam a perder a confiança no estado de direito, nos políticos, nos juízes e nos procuradores, então começam a perder a confiança na democracia. Por isso precisamos continuar o nosso trabalho", alertou o magistrado, fazendo uma referência ao abalo na reputação de juízes e procuradores que têm atuado com viés político na defesa de interesses corporativos, como a manutenção de privilégios como o auxílio-moradia. Embora também seja um beneficiário, Moro se mostrou sensível ao problema que afeta a credibilidade dos membros do Judiciário e do MPF.

Durante o debate na Americas Society, o think tank que organizou o encontro em Manhattan, Moro foi questionado se no Brasil há uma onda de criminalização da política e se a Justiça é seletiva, Moro disse que não há problemas entre políticos e juízes e que alguns políticos estão criminalizando a política porque cometeram crimes e devem ser julgados. O magistrado voltou a criticar os políticos que almejam o poder, mas insistem em defender a prerrogativa do foro privilegiado. Há neste momento no Brasil pré-candidatos que defenderam a manutenção do foro privilegiado, uma aberração da Democracia, onde todos os cidadãos devem ser iguais perante a Lei. Não foi por acaso que o magistrado já se recusou a apertar a mão de determinados políticos. Muitos devem mudar suas opiniões sobre o foro privilegiado agora em ano eleitoral, o que comprova a percepção de Moro sobre as ilusões que as pessoas nutrem sobre alguns ídolos. Eleição é hora da verdade. 

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