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Lula usa pesquisas eleitorais duvidosas para pressionar STF por habeas corpus



A confiança da população nas pesquisas eleitorais é baixíssima, mas tem se revelado um expediente valiosíssimo na defesa do ex-presidente Lula desde o início da Operação Lava Jato. O discurso de que o petista é o líder absoluto em todas as pesquisas de opinião tem sido praticamente o único argumento do próprio Lula e de seus subordinados para tentarem desqualificar os processos que pesam contra o líder petista na Justiça.

Obviamente, as consultas de opinião não traduzem os anseios da maior parte da população quando apontam Lula como líder isolado nas pesquisas, mas apenas comprovam a péssima qualidade das lideranças políticas de qualidade no país. Se aos olhos do povo, Lula não é bom, os demais candidatos são péssimos.

Por outro lado, até mesmo a liderança de Lula é uma grande farsa, uma vez que mais da metade dos entrevistados nas últimas consultas alegaram que ainda não escolheram seus candidatos. Na prática, Lula tem aproximadamente 30% de cerca de 40% dos entrevistados que se dispuseram a arriscar um palpite, num momento em que nem todas as candidaturas foram definidas.

Na pesquisa espontânea, onde não é informado ao entrevistados as opções de escolha, divulgada pela realizada pela CNT/MDA há uma semana, o quadro é bem diferente daquele que os pré-candidatos exploram politicamente. Na pesquisa espontânea, Lula aparece num cenário de primeiro turno com 18,6% das intenções de voto e Bolsonaro com 12,3%. Ciro Gomes (PDT) aparece com 1,7% e Alckmin com 1,4%. Segundo o levantamento, 20,4% disseram que votariam em branco e 39,7% aparecem como indecisos. 60,1% dos eleitores não escolheram nenhum dos atuais pré-candidatos. Tomando por base os 18,6% que declararam votos em Lula, 81,4% repudiam o nome do petista, considerando o universo de 100% dos eleitores.

Mesmo sendo o mais citado, está bem longe de ser uma unanimidade no país, como tentam impor os petistas.

Por outro lado, não há nenhum artigo no Código Penal Brasileiro ou na Constituição que garanta impunidade a indivíduos queridos por uma parcela da sociedade. Fossem assim, o mega narcotraficante Fernandinho Beira-Mar poderia pleitear sua liberdade, já que ainda é muito querido na comunidade de mesmo nome em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, seu berço no mundo do crime.

O simples fato do próprio Lula, seus advogados e subordinados usarem as pesquisas eleitorais duvidosas para contestarem decisões judiciais já seria motivo de vergonha para pessoas minimamente razoáveis. O que dizer então de alguns ministros do STF?

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